Remédios devem subir em média 8,6% em março

Reajuste anual previsto na atual política de preços do setor será adiado para março; novo governo pretende manter política atual por pelo menos mais seis meses

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SÃO PAULO – Nos últimos dois anos, o preço dos remédios esteve sob controle governamental, de forma que os preços eram reajustados anualmente de acordo com a planilha de custos enviada pelos fabricantes para a Câmara de Medicamentos.

Apesar das críticas do atual presidente da república, Luis Inácio Lula da Silva, contra o congelamento de preços, o novo ministro da Saúde, Humberto Costa, confirmou que o congelamento de preços pode ser mantido por pelo menos mais seis meses. Segundo afirmou o atual ministro da Fazenda, Antônio Palocci, este seria o prazo necessário para que o novo governo estabeleça um programa específico para o setor.

Remédios devem subir em março

A decisão de manter o congelamento dos preços dos remédios por mais seis meses, não deve impedir que o preço dos medicamentos seja reajustado no mês de março.

O reajuste, como lembrou o atual ministro da Saúde, teria como objetivo recompor as perdas com a alta do câmbio no ano passado, que aumentou excessivamente o custo de fabricação de boa parte dos medicamentos, que depende de insumos importados.

A expectativa é de que os preços aumentem em média 8,6%, e reflitam apenas um adiamento de dois meses do reajuste anual promovido no preço dos remédios, que normalmente era concedido
em janeiro.

Pacto entre indústria e consumidores

A decisão de prolongar o congelamento por alguns meses, também foi defendida pelo atual Ministro da Fazenda, que espera anunciar uma nova política para o setor que garanta a oferta de medicamentos para a população de baixa renda.

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Além disto, o ministro da Saúde afirmou em entrevista nesta segunda-feira (06/01) que a intenção do novo governo é garantir a formação de um pacto entre fabricantes e consumidores para que se crie um mecanismo eficiente de controle dos preços.

Apesar de reconhecer que o setor farmacêutico funciona como oligopólio, o ministro acredita na cooperação entre as partes para que tanto fabricantes quanto consumidores não sejam demasiadamente penalizados. Na sua opinião, o congelamento beneficia o consumidor, mas aprisiona as fabricantes, de forma que é preciso encontrar fórmulas alternativas para o setor.