Publicidade
SÃO PAULO – Na última semana, o Ministério da Previdência Social cortou o teto do juro para empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em 0,14 ponto percentual, fazendo com que ela caísse de 2,64% para 2,5% ao mês. Mas, conforme compilação da InfoMoney, a economia é pequena, de alguns centavos ao mês.
Foram utilizados três exemplos: R$ 500 tomados para pagamento em dez meses, R$ 1 mil para devolução em 15 meses e R$ 1,5 mil para quitação em 18 meses. O juro incidente foi o máximo permitido, lembrando que há cobranças menores do que o máximo estipulado, variando conforme a política do banco.
Na ponta do lápis
É importante lembrar que a TAC (taxa de abertura de crédito) não é cobrada em contratos do tipo. A economia maior foi verificada no período de 18 meses para pagamento, exatamente por se tratar de um tempo maior em que os juros incidem sobre a dívida. Veja:
| Simulação: R$ 500 para pagamento em 10 vezes | |||
| Parcela (taxa antiga) |
Total (taxa antiga) |
Parcela (taxa nova) |
Total (taxa nova) |
| R$ 57,54 | R$ 575,43 | R$ 57,13 | R$ 571,29 |
| Simulação: R$ 1 mil para pagamento em 15 vezes | |||
| Parcela (taxa antiga) |
Total (taxa antiga) |
Parcela (taxa nova) |
Total (taxa nova) |
| R$ 81,60 | R$ 1.224,01 | R$ 80,77 | R$ 1.211,50 |
| Simulação: R$ 1,5 mil para pagamento em 15 vezes | |||
| Parcela (taxa antiga) |
Total (taxa antiga) |
Parcela (taxa nova) |
Total (taxa nova) |
| R$ 105,77 | R$ 1.903,87 | R$ 104,51 | R$ 1.881,09 |
Compilação: InfoMoney
*O exemplo leva em consideração apenas a taxa máxima de juro, sem contabilizar a incidência do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras)
A Previdência também determinou a redução de 3,7% para 3,5% do juro mensal cobrado sobre o não-pagamento da fatura do cartão de crédito voltada ao público. É importante lembrar que a taxa só é cobrada quando a pessoa deixa de pagar a fatura. Portanto, é importante quitar a dívida em dia.
Contrato indiscriminado
A Pro Teste (Associação Brasileira de Defesa do Consumidor) orienta os beneficiários do INSS a não entenderem a redução do teto do juro como um motivo para contratar empréstimos consignados indiscriminadamente. “O crédito com desconto em folha não pode ser visto como um suplemento salarial”, continuou a entidade.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro