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SÃO PAULO – A redução das tarifas de energia elétrica depende da reforma tributária e da diminuição do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços), segundo disse nesta quarta-feira (2) o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Nelson José Hubner Moreira.
De acordo com ele, a agência não tem condições de unificar essas tarifas de energia elétrica. “Há diversos fatores que inviabilizam essa unificação, como o nível de receita e a necessidade de realizar grandes investimentos no setor”, afirmou Hubner, de acordo com a Agência Brasil.
Muitos custos
O diretor-geral falou durante audiência pública na CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) destinada a investigar a formação dos valores das tarifas de energia elétrica no Brasil, que são maiores do que os de países desenvolvidos.
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Na ocasião, o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, afirmou que as tarifas englobam muitos custos, que vão além da geração de energia, o que inviabiliza a unificação de um valor nacional.
“Há muitos fatores que inviabilizam isso, como o custo maior para as áreas rurais, a inadimplência, o número de indústrias na região, a prática de ‘gatos’ [ligações clandestinas] e a distância percorrida para a transmissão da energia”, destacou.