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SÃO PAULO – O número de queixas contra os bancos caiu 3,80% em abril, na comparação o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados do ranking de instituições mais reclamadas, divulgado pelo Banco Central.
No mês passado, foram 607 casos, considerando todas as instituições financeiras com mais de um milhão de clientes, contra 631 registrados em abril do ano anterior.
Frente a março, o número de reclamações contra bancos também caiu. Ainda considerando aqueles com mais de um milhão de clientes, as queixas contra as instituições bancárias recuaram 23,35%, já que em março o total de reclamações somou 792 queixas.
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Itaú segue no topo do ranking
No mês passado, o topo do ranking das cinco instituições financeiras com mais de um milhão de clientes mais reclamadas ficou, novamente, com o Itaú, cujo índice de queixas atingiu 0,67 a cada 100 mil pessoas. Na sequência vieram Santander, HSBC, Banco do Brasil e Bradesco.
Na tabela abaixo, é possível verificar o índice de reclamações de abril de 2010 e abril deste ano, para os cinco primeiros colocados, bem como a principal reclamação:
| Instituição |
Índice Abril 2010 |
Índice Março 2011 |
Índice Abril 2011 |
Principal reclamação em Abril de 2011 |
| Itaú | 0,56 | 0,83 | 0,67 | Conta – Débitos não autorizados (20,27%) |
| Santander | 0,23 | 0,69 | 0,57 | Conta – Débitos não autorizados (29,27%) |
| HSBC | 0,35 | – | 0,49 | Conta – Débitos não autorizados (17,4%) |
| Banco do Brasil | 0,77 | 0,59 | 0,34 | Tarifas – Cobrança irregular – serv. não contratados (43,12%) |
| Bradesco | 0,42 | 0,43 | 0,32 | Conta – Débitos não autorizados (22%) |
BC tem autoridade para punir
O Banco Central do Brasil tem autoridade para punir as instituições financeiras por qualquer descumprimento de normas emanadas da autoridade monetária, inclusive as que dizem respeito ao atendimento ao cliente bancário.
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As punições previstas em lei não se limitam à abertura de Processo Administrativo, passando pela advertência e multa, podendo chegar, inclusive, à penalidade máxima de inabilitação para trabalhar no mercado financeiro.