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SÃO PAULO – O governo pretende anunciar no próximo mês um realinhamento tarifário através da qual pretende reduzir os subsídios cruzados existentes que tornam as tarifas residenciais mais caras. A mudança deve encarecer os custos da tarifa de energia para a indústria e o comércio.
De acordo com informações da ministra das Minas e Energia, Dilma Roussef, a intenção do governo é de analisar com cuidado a estrutura de custos de cada um dos segmentos de forma que os reajustes não acabem inviabilizando os negócios. Este seria o caso, por exemplo, dos exportadores, que precisam manter sua competitividade no mercado externo e por isto não poderão sofrer reajustes excessivos.
Abdib concorda que exista desalinhamento
Durante reunião de empresários na Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), a ministra confirmou a intenção do governo de re-alinhar as tarifas, mas a intenção é que os encargos sobre as residências sejam menores. De sua parte o presidente da Abdib, José Augusto Marques, concorda que exista um desequilíbrio nas tarifas, mas lembra que o realinhamento deve ser gradual.
A ministra também informou que pretende anunciar medidas para atenuar a sobra de energia para as elétricas, que segundo cálculos da Associação Brasileira das Geradoras (Abrage) implicariam em perdas na ordem de R$ 2 bilhões por ano com o excesso de oferta.
Tesouro e consumidor não devem pagar a conta
Apesar de afirmar que não existe uma proposta final para o assunto, a ministra voltou a lembrar que não estão sendo consideradas alternativas que impliquem em um aumento da conta do consumidor, ou do Tesouro.
Considerando a relevância do setor para o país e a complexidade de se identificar soluções de longo prazo, o ministério das Minas e Energia estaria contando com o apoio de outros órgãos como, por exemplo, o ministério da Fazenda e o BNDES. A intenção do governo seria encontrar uma solução de longo prazo para o setor e não uma situação temporária, que na visão da ministra só contribuiria para agravar ainda mais a situação do setor.
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