Quando compra eletrônicos e móveis, brasileiro gasta 2 vezes mais que o normal

Para aquisições no cartão de crédito, valores despendidos são de, respectivamente, R$ 171,20 e R$ 76,30

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SÃO PAULO – Quando usa o cartão de crédito para comprar materiais de construção, eletroeletrônicos e móveis, o brasileiro gasta duas vezes mais do que o de costume. Pesquisa divulgada na última quinta-feira (30) pela Cartões Itaú mostrou que, enquanto o tíquete médio é de R$ 76,30, despendem-se R$ 171,20 para a aquisição desses produtos em específico.

Esse setor, contudo, não é um dos mais significativos, quando o assunto é representatividade no número de transações. Neste ano, a empresa prevê que sejam 169 milhões de transações, enquanto que, por exemplo, o grupo de supermercados – o mais forte nessa análise – contará com 705 milhões, ao tíquete médio de R$ 53,10.

Por setores

No total, a empresa prevê que sejam quase 2,4 mil compras por meio do plástico, o que resultará em um faturamento de R$ 181,6 bilhões à indústria. Em segundo lugar no setor com maior gasto médio estão equipamentos esportivos, livrarias, foto e vídeo, com R$ 133,30.

“Mas esse setor é pouco representativo porque movimentou menos em dinheiro”, contou o diretor de Marketing da Cartões Itaú, Fernando Chacon, apontando que o grupo foi responsável por 3,8% do faturamento no primeiro semestre e que, até o final do ano, serão 50 milhões de transações.

Uso do cartão
Setor Transações Compra média
Supermercados, bombonieres, padarias 705 milhões R$ 53,10
Vestuário, loja de departamento, calçados 419 milhões R$ 89,20
Eletrônicos, construção, móveis 169 milhões R$ 171,20
Restaurantes, companhias aéreas, agências de turismo 235 milhões R$ 86,10
Posto de gasolina, peças, acessórios 337 milhões R$ 57,10
Drogarias, farmácias, óticas 225 milhões R$ 45,40
Equipamentos esportivos, livrarias, foto e vídeo 50 milhões R$ 133,30
Papelarias, cursos 29 milhões R$ 88,20
Diversos 213 milhões R$ 89,30

Fonte: Cartões Itaú

Conforme a pesquisa, o primeiro semestre de 2007 obteve crescimento de 19,8%, alavancado pelo incremento das transações de vestuário, eletrônicos, turismo e lazer, respondendo por 55% da variação no período.