Programa habitacional: até agora, Caixa recebeu 295 projetos para analisar

Esses projetos representam mais de 51 mil unidades habitacionais em todo o país; 16 estados e 22 cidades já aderiram

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SÃO PAULO – Até o último dia 13, a Caixa Econômica Federal recebeu 295 projetos de construção de imóveis dentro do programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida.

Esses projetos representam 51.153 unidades habitacionais que beneficiam as três faixas de renda que o programa pretende atingir: de zero a três salários mínimos, de três a seis, e de seis a dez mínimos. Até agora, 16 estados e 22 cidades já aderiram ao programa, de acordo com a Agência Brasil.

“Esse programa tem importância porque atende a um segmento da sociedade que não tinha a oportunidade de adquirir um imóvel”, afirma a superintendente do banco no Rio de Janeiro, Nelma Tavares de Souza. “Ele beneficia até quem ganha algum dinheiro, mas não se enquadra nos modelos de financiamento habitacional das instituições”.

No Rio

Para Nelma, o programa do governo está incrementando as políticas habitacionais já desenvolvidas pela prefeitura do Rio, já que, antes da implementação do programa, eram atendidas famílias com renda entre três e dez salários mínimos e eram cadastrados 60 pedidos por dia. Esse número, após a ampliação da faixa de renda, foi para 660 cadastramentos diários.

Na cidade, a Caixa analisa projetos que contemplam 4.890 unidades, que totalizam R$ 219,6 milhões, para famílias com renda até três salários mínimos. Para famílias cujo orçamento está entre três e dez mínimos, há 8.587 unidades sendo analisadas pelo banco, cujo investimento será de R$ 710,2 milhões.

“Oitenta e cinco por cento do déficit habitacional está na faixa de baixíssima renda, atendida pelo programa”, comenta o secretário de Habitação da cidade carioca, Jorge Bittar. “Tem gente morando de aluguel em favela, pagando R$ 300 por mês, que poderá comprar a casa própria com prestação de R$ 100 ou R$ 50”.