Pressionado pela saúde, custo de vida em SP avança 0,69% em setembro

Índice é 30 p.p. maior que o apurado em agosto, quando a inflação medida pelo ICV foi de 0,39%, segundo dados do Dieese

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SÃO PAULO – O ICV (Índice de Custo de Vida) da cidade de São Paulo apresentou variação de 0,69% em setembro deste ano, na comparação com agosto (0,39%), houve alta de 0,30 ponto percentual. Os dados, divulgados nesta quinta-feira (6), fazem parte do levantamento mensal realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Em setembro, de acordo com o levantamento, o grupo Saúde teve aumento de 1,72% e foi a maior contribuição para o aumento do custo de vida na capital paulista, sendo que o subgrupo assistência médica foi o que mais pressionou a inflação, com alta de 2,13% nos preços, por conta dos reajustes dos seguros e convênios médicos, que subiram 2,57%. No cálculo da inflação do mês de setembro, o subgrupo contribuiu com 0,23 ponto percentual.

No acumulado dos últimos 12 meses – entre outubro de 2010 e setembro de 2011 -, o índice teve variação de 7,45%.

Alimentação
Outro grupo que também influenciou nos resultados foi o de alimentos, com 0,82%. Um dos principais aumentos foi de 1,02% para os alimentos in natura e semielaborados. Houve, também, variação de 0,64% nos produtos identificados como indústria de alimentação e de 0,72% na alimentação fora do domicílio.

Peixes e frutos do mar, com alta de 4,11%; grãos, com acréscimo de 2,34%; e leite in natura, com 2,33%, foram as principais altas do subgrupo in natura e semielaborados, enquanto que os preços do café (3,20%) e da margarina (2,22%) foram os que mais impactaram os produtos industrializados.

Na alimentação fora de casa, refeição principal (0,75%) e lanches (0,68%) foram os destaques do mês.

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Segmentos
Além do grupo Alimentos, outros grupos influenciaram a alta do custo de vida no município de São Paulo em setembro deste ano.

O grupo Despesas Pessoais aumentou 5,26%, refletindo, sobretudo, a variação nos preços dos produtos de higiene e beleza (5,44%).

Já o grupo Transportes, outro que apresentou alta em setembro, apresentou acréscimo de 0,58% sobre agosto, com alta de 0,74% no transporte individual, por conta do aumento de 4,04% no preço do álcool combustível.

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Para o grupo habitação, que também colaborou para o aumento geral, a taxa foi de 0,56%.