Presidentes da CEF e do BB defendem criação de cadastro positivo

Para Antonio Lima Neto e Maria Fernanda Coelho, cadastro é um dos caminhos para a redução de juros

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SÃO PAULO – Para reduzir os juros cobrados dos consumidores, os presidentes do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, e da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho, defenderam, na quarta-feira (18), a aprovação do cadastro positivo.

Em audiência pública realizada no Senado, pelas comissões de Assuntos Econômicos e de Acompanhamento da Crise Financeira e da Empregabilidade, ambos afirmaram que o cadastro positivo, em tramitação na Câmara dos Deputados, é um dos caminhos para a redução dos juros.

Lima informou que a inadimplência é responsável por 38% do spread (diferença dos juros que as instituições financeiras pagam daqueles que elas cobram em empréstimos) do Banco do Brasil. Ele acredita que a inadimplência entre pessoas do cadastro positivo deverá ser bastante reduzida, refletindo nas taxas de juros para essas pessoas.

Na Câmara

O PL 836/03 regulamenta a inclusão de consumidores em cadastros de proteção ao crédito e cria um banco de dados de bons pagadores.

Os defensores da ideia afirmam que o cadastro positivo poderia diminuir os riscos de concessão de crédito e, consequentemente, as taxas de juros no país.

Portabilidade

Na ocasião, os presidentes do BB e da CEF ainda afirmaram que a portabilidade da conta corrente dos servidores públicos, que será efetivada em fevereiro de 2012, também contribuirá para a queda dos juros, uma vez que acirra a concorrência bancária, já que o servidor pode escolher em qual banco quer receber o seu salário.

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Maria Fernanda lembrou que, graças ao crédito consignado ao servidor público, em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, existem bancos que baixaram suas taxas para 0,99% ao mês.