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SÃO PAULO – Ficar bonita está mais caro em São Paulo. De acordo com o assessor da presidência do Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros do Estado de São Paulo, Adauto Messiano, os salões elevaram os preços de 6% a 8% neste ano. “Houve aumento em diversos produtos, principalmente nos derivados de petróleo, como esmaltes. Além disso, houve aumento de 12% no ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e não dá para continuar trabalhando sem elevar os preços dos serviços”.
No entanto, Messiano afirma que, neste ramo, é impossível repassar todo o aumento para os clientes. “Trabalhamos em algo que é, sim, muito importante para as pessoas, mas a população está tendo de lidar com outros aumentos, como dos alimentos, por exemplo, e os salários não aumentam. Aí, se elas precisam cortar algo, acabam comprando menos roupas, deixando de ir ao salão, porque ficar sem comer não dá.”
Para o assessor, outro fator que barra a elevação dos preços pelos donos dos salões e acaba beneficiando os clientes é o fato de que grande parte dos funcionários de um salão não recebem salário fixo, são comissionados, e sabem que, se o preço aumentar, menos gente vai freqüentar. “Eles pressionam os donos para que não elevem muito os preços. Porque se ficar muito caro, não há clientes, e sem clientes, eles não recebem as comissões”.
Promoções
Messiano conta ainda que os donos de salão vivem um momento de grande indecisão. “Apesar de terem de repassar os aumentos que perceberam nos produtos, todo mundo sabe que aumento muitas vezes significa queda de movimento e ninguém quer ter menos trabalho”.
Para tentar diminuir a retração no movimento, que, segundo o assessor, já vem ocorrendo nos últimos dois meses, embora “não seja nada alarmante por enquanto”, os salões realizam promoções. “Quase todos os salões oferecem descontos nas terças, quartas e quintas-feiras, que são dias de pouco movimento. Muitos optam em reduzir os lucros, mas garantir o movimento”, explica.
“E também temos que lidar com a concorrência, né? Se no vizinho é mais barato, vai todo mundo lá. Nessa briga para atrair clientes, os consumidores sempre saem ganhando”, finaliza.