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SÃO PAULO – O forte aumento dos chamados preços administrados, que incluem os combustíveis e tarifas de energia, tem sido um dos principais fatores por trás da alta da inflação nos últimos meses. Esta situação é ainda pior no caso das tarifas de energia, cujos aumentos são ajustadas pelo IGP-M, de forma que os reajustes de um ano acabam se propagando para o próximo.
Previsões para energia foram mantidas
Confirmando as previsões divulgadas na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano passado, o Banco Central divulgou nesta terça-feira que está mantendo as previsões divulgadas na última ata, de que os preços das tarifas de energia devem subir cerca de 30,3% durante o ano de 2003.
Depois de aumentar por três vezes consecutivas as previsões de reajuste dos preços das tarifas de energia para este ano, o Banco Central confirmou a previsão de aumento no preço das tarifas de energia para 2003, como previsto na ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do ano passado. Com isto, o BC projeta um aumento de 30,3% no preço das tarifas de energia para 2003.
A primeira revisão das projeções aconteceu em outubro, quando o percentual de reajuste foi elevado de 21% para 25%. Em novembro ele foi novamente aumentado, desta vez para 27% e, finalmente, em dezembro as projeções subiram para 30,3%.
Preços administrados em alta
No que refere ao comportamento conjunto dos chamados preços administrados, que juntos responderam por 28% da variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no mês de dezembro, as projeções também foram elevadas.
Assim, a ata do Copom projeta aumentos de 14% e 8% para os preços administrados durante os anos de 2003 e 2004, respectivamente.
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Enquanto a projeção para 2003 foi elevada em um ponto percentual, a projeção de 2004 foi reajustada em 0,4 ponto percentual. No que refere à projeção deste ano, o aumento foi devido à revisão dos reajustes projetados para os combustíveis (álcool e gasolina) e ônibus urbano. Finalmente, com relação ao próximo ano, as previsões foram revistas para dar conta de um aumento da projeção para a variação do IGP-M.
Em suas projeções, o Banco Central considerou que todos os itens administrados devem ser corrigidos pela variação do IGP-M, como previsto pelo contrato. Segundo o último relatório Focus do Banco Central publicado nesta segunda-feira, que engloba projeções de cerca 100 analistas para os principais índices econômicos, o IGP-M deve apontar inflação de 9% em 2004.