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SÃO PAULO – Que os medicamentos consomem uma parcela considerável do orçamento de muitos consumidores isto todo mundo sabe. O problema é que os aumentos sucessivos acabam prejudicando também a saúde financeira dessas pessoas, que não têm muita opção a não ser se planejar melhor.
Reajustes ocorreram mesmo com queda do dólar
De acordo com uma pesquisa realizada pelo CRF-DF (Conselho Regional de Farmácia do Distrito Federal) e Idum (Instituto Brasileiro dos Usuários de Medicamentos), no mês de abril os reajustes dos medicamentos ficaram entre 0,03% e 30,66%. O medicamento que mais aumentou de preço foi o anti-hipertensivo Metilbio, do laboratório Biofarma, que subiu de R$ 13,73 para R$ 17,94.
Ainda de acordo com a pesquisa, os aumentos aconteceram mesmo diante da queda do dólar, lembrando que em caso de reajustes a alta do dólar é sempre utilizada como justificativa. As matérias-primas no mercado internacional também sofreram queda de 45% no período, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
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No caso da Biofarma em especial, o reajuste foi justificado pela defasagem do preço do medicamento no mercado, aumento esse que foi autorizado pela Câmara de Medicamentos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).