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SÃO PAULO – Como se não bastasse a alta de cerca de 15% que o pãozinho francês já sofreu em São Paulo desde janeiro, este ano ele ainda deverá ficar 10% mais caro. O motivo é simples: o aumento do preço da farinha de trigo, principal ingrediente do produto.
“Do preço final do pão francês, antes a farinha representava 25% e agora 40%. Então, qualquer 10% que sobe o preço da farinha, passa-se 4% ao pão. Se aumentou 60% a farinha neste ano, irão 24% ao pão”, disse o presidente do Sindipan-SP (Sindicato da Indústria da Panificação e Confeitaria de São Paulo), Antero José Pereira.
Como cerca de 15% já foram repassados ao consumidor final, para alcançar os 24% ainda faltam os 10% estimados por Pereira. Isso se não acontecer nenhuma outra alta no valor da farinha.
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Repasse depende de estabelecimento
O presidente do sindicato ainda explicou que cada estabelecimento vai fazer os cálculos do custo para a produção e decidir pelo aumento ou não do preço do pão francês. “Hoje, o valor médio do pão é de R$ 6,50”.
Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o pão francês ficou 6,95% mais caro em abril, constituindo-se na maior contribuição individual para a inflação do mês para o grupo Alimentos (1,28%).
Os demais derivados do trigo também tiveram escalada de preços, como ocorreu com a farinha: 3,71% de valorização.
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Alta passageira nos alimentos
Em discurso realizado em Campinas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a alta dos preços dos alimentos é passageira. “Tem mais pobres comendo e a produção de alimentos não cresceu de forma proporcional à demanda que a sociedade está tendo”.
“Isso não pode ser visto como uma coisa perigosa, isso é uma coisa passageira”, completou, segundo a Agência Brasil.