Preço do leite longa vida sobe; aceleração é de 11,72% no mês

IPC-S apontava que em 07 de junho a bebida estava com variação de 10,02%. Tendência é de maior encarecimento

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SÃO PAULO – Os preços do leite tipo longa vida voltaram a subir em nível nacional. O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, divulgado nesta segunda-feira (18) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostrou que a caixa com a bebida passou de alta de 10,02% na semana encerrada em 07 de junho para 11,72% nos sete dias findos em 15 do mesmo mês.

Além disso, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Economia Agrícola (IEA), órgão da Secretária de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, os leites tipos C e B também ficaram mais caros: 8,31% e 6,22%, respectivamente, na primeira semana do mês. Os preços se referem apenas ao Estado de São Paulo.

Mais altos

“Os preços aumentaram acima da média no primeiro semestre deste ano e devem crescer mais até o final do ano”, explicou recentemente à InfoMoney o vice-presidente da Associação Brasileira do Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa. Conforme o especialista, de dezembro até agora, o produto está cerca de 30% mais caro, pressionado pelo período de entressafra.

“No período com menos chuva, cresce menos pasto, o gado se alimenta menos e, portanto, produz menos”, explicou Barbosa. Só para se ter uma idéia, o abastecimento dos primeiros seis meses deste ano está 30% menor.

Por outro lado, a demanda pelo produto no mercado externo aumentou. Ano passado foram vendidos 528 milhões de litros. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões. “O preço cobrado por tonelada dobrou. Antes era de US$ 2,3 mil e agora está em US$ 5 mil”, contou o vice-presidente da ABLV.

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“Acreditamos que a caixa de leite longa vida custe acima dos R$ 2”, previu Barbosa, informando que, na média, cobra-se R$ 1,70 nos comércios da capital paulista.

Queijos

Contudo, os recentes encarecimentos do leite não vão influenciar, na mesma proporção, o preço cobrado pelo queijo. A Associação Brasileira das Indústrias de Queijo (Abiq) estima que, na média, o produto está 10% mais caro.

Só para se ter uma idéia, o preço cobrado pelo quilo do queijo, na cidade de São Paulo, varia de acordo com o estabelecimento no qual ele é vendido. As cobranças são as seguintes:

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