Preço da maioria dos remédios ainda não subiu

Apesar do reajuste médio de 8,63% concedido na semana passada, apenas 2% dos medicamentos teriam sofrido aumentos

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SÃO PAULO – Na semana passada a Câmara de Medicamentos anunciou um reajuste médio de 8,63% no preço dos medicamentos. O reajuste foi considerado extraordinário, e buscou repor as perdas dos fabricantes de medicamentos diante da forte desvalorização do real frente ao dólar.

A Camed confirmou que apesar do reajuste, o preço dos medicamentos deve permanecer congelado, sendo reajustado apenas uma vez por ano. O último reajuste dos remédios aconteceu em janeiro deste ano, quando o dólar ainda estava cotado em R$ 2,36, desde então a moeda norte-americana acumula alta de 51%.

Reajuste é extraordinário

Segundo os técnicos da Câmara de Medicamentos, os fabricantes teriam até o final de novembro para enviar seus relatórios para a Câmara de Medicamentos com o pedido de reajuste. Passado pouco mais de uma semana do anúncio do reajuste, apenas 2% dos medicamentos teve seus preços aumentados. A maioria dos reajustes está próxima do percentual máximo concedido pela Camed, que foi de 9,92%.

Segundo a Federação Brasileira da Indústria Farmacêutica (Febrafarma), o atraso no aumento do preço dos remédios reflete o fato de que os laboratórios ainda não terminaram de preparar suas planilhas de custo. Como o reajuste não é linear e sim individual cada laboratório terá que justificar o seu pedido de reajuste. Até o final da tarde desta segunda-feira nenhum laboratório havia apresentado suas planilhas para a Camed. Contudo, isto não significa que os preços não possam ser reajustados já que o aumento pode ser feito mesmo sem a prestação de contas.