Publicidade
SÃO PAULO – Por mais popular que tenha se tornado, o celular hoje ainda está ligado à renda e à escolaridade.
De acordo com pesquisa divulgada nesta sexta-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com base nos dados da Pnad 2008, o rendimento médio domiciliar per capita real entre aqueles que não possuíam celular em 2008 correspondia a 44,9% do rendimento dos que possuíam. Em 2005, essa proporção era bem menor, de 38,7%.
Segundo o levantamento, as pessoas que tinham celular no ano passado apresentavam quatro anos a mais de estudo que aquelas pessoas que não tinham. No ano passado, aqueles que possuíam o aparelho tinham 9,2 anos em média de estudo, ao passo que os que não possuíam tinham 5,2 anos de escolaridade.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Sobe número de usuários de telefonia móvel
Apesar dessa diferença, o IBGE identificou que o número de pessoas que tinham celular em 2008 cresceu em todas as faixas de renda estudadas, frente a 2005. A maior variação ocorreu, porém, na faixa que compreende os brasileiros com renda entre meio a um salário mínimo. Em 2008, 47,9% da população desse segmento de renda possuíam o aparelho, número 15,9 pontos percentuais maior que o número registrado em 2005 (32%).
A menor variação ficou com o segmento de maior renda. Entre os brasileiros com ganhos de mais de cinco salários mínimos, 89,2% tinham celular no ano passado – um aumento de 5,7 pontos percentuais na análise com 2005, quando 83,5% desse segmento da população possuía o aparelho.
O aumento do número daqueles que têm o aparelho subiu 13 pontos percentuais entre a população de menor renda – que recebe até um quarto de salário mínimo. A proporção passou de 11% em 2005 para 24% em 2008.
Continua depois da publicidade
Nos outros segmentos de renda também houve aumento no número de pessoas que detêm o aparelho, entre 2005 e 2008. A segunda maior variação ficou com aqueles que recebem entre um e dois salários (de 48,6% para 63,4% em 2008); enquanto que o terceiro maior crescimento ficou entre aqueles que ganham de um quarto a meio salário mínimo (de 20,8% para 35,2%).