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SÃO PAULO – De acordo com o presidente da Teleco, Eduardo Tude, a portabilidade numérica tem sido um estímulo à concorrência, à melhora dos serviços e à redução de preços nas operadoras de telefonia fixa e móvel no Brasil.
O serviço, que permite que os usuários troquem de operadora e mantenham o número do telefone, foi ampliado na segunda-feira (12) e agora está disponível para 90,2 milhões de brasileiros. Porém, cidades com grande concentração populacional e financeira só terão o benefício em março.
“Quando a portabilidade numérica já estiver na capital paulista, por exemplo, acredito que os consumidores terão ainda mais melhorias no serviço prestado e nos preços, porque será mais difícil manter e atrair novos clientes. A concorrência vai ficar acirrada”, afirma.
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Concorrência
O presidente garante que é visível que onde já há a portabilidade as operadoras estão se esforçando mais para agradar o consumidor. “Onde a portabilidade já foi implantada há uma maior dedicação das empresas que querem, além de manter seus clientes, conquistar os das outras”.
Quem concorda é o presidente da ABR Telecom, José Moreira, que afirma que a portabilidade estimula uma concorrência saudável. “O mercado brasileiro é hoje muito competitivo e as operadoras já oferecem serviços de grande qualidade e condições financeiras muito boas. Mas, naturalmente, a portabilidade é um novo elemento, que faz com que as operadoras queiram investir mais em estratégias e estejam melhor preparadas para manter seus clientes”, explica.
“As vantagens promocionais são o recurso mais usado pelas operadoras nesse objetivo de manter e angariar clientes. Então, elas reduzem tarifas, como naquelas promoções em que telefones de uma mesma empresa falam de graça, e algumas nem cobram a taxa para que os usuários de outras empresas passem a fazer parte de seu portfólio de clientes”, completa Tude.
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Telefonia móvel x fixa
De acordo com José Moreira, entre os mais de 195 mil usuários que já utilizaram a portabilidade numérica, 130 mil são usuários de telefonia móvel.
Para Eduardo Tude, esse número não é uma surpresa. “Os usuários de celulares sempre foram mais desapegados de seus telefones, e eles não se importam muito em mudar de operadora, se a concorrência lhes oferece condições melhores. Porém, havia muita gente que não queria perder o número, principalmente profissionais que usam o celular no trabalho, e estes estão se beneficiando da portabilidade”, e completa: “já na telefonia fixa, a migração é menor, em razão da falta de opções. Agora, sim, estamos vendo novas operadoras que devem elevar o uso da portabilidade”.