Pesquisa aponta para o reajuste das tarifas bancárias em até 76%

Unibanco, Itaú e Banco do Brasil aumentaram seus preços em relação a 2002; Bradesco reduziu os custos de suas tarifas

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SÃO PAULO – Levantamento realizado pela Pro-Consumer apontou para o reajuste em até 76% sobre as tarifas bancárias dos maiores bancos do país na comparação com os preços praticados durante o ano passado.

Unibanco teve menor reajuste

A pesquisa levou em consideração os principais serviços utilizados pelos clientes, tais como: renovação de ficha cadastral, talão de cheques, manutenção de contas, saques e extratos emitidos em caixas eletrônicos.

De acordo com a pesquisa, no Banco do Brasil o correntista que até o ano passado tinha uma despesa mensal de R$ 10,48, a partir desse ano passou a desembolsar nada menos do que R$ 18,43, o que corresponde a uma variação de 76% entre os períodos analisados.

O Unibanco, por sua vez, ficou com o reajuste mais baixo na média de 1,80%, enquanto o Itaú praticou reajuste de 11,30% em seu conjunto de tarifas. Já os clientes do Bradesco não devem ter muito que reclamar, visto que de acordo com a pesquisa as despesas mensais e anuais diminuíram cerca de 5,3% no período.

Consumidor deve avaliar pacote

Entretanto, é importante que o consumidor esteja atento ao pacote total de serviços e não apenas aos reajustes praticados a cada ano. Isto porque o banco que apresenta o menor reajuste nem sempre é o que oferece o preço mais atrativo para o correntista. Nesse sentido, o ideal é pesquisar o conjunto total a fim de poupar o seu bolso.

Para se ter uma idéia, a pesquisa da Pro-Consumer revelou ainda o custo anual dos serviços cobrados pelas instituições analisadas. O Itaú, por exemplo, cobra anualmente R$ 118,20 pelos serviços, seguido pelo Bradesco (R$ 197,40), Banco do Brasil (R$ 221,40) e Unibanco (R$ 271,32).