Paulistanos estão insatisfeitos com as tarifas do transporte público

Segundo pesquisa, em 2010 as tarifas não agradavam 80% dos cidadãos. Índice é 4 p.p. maior que o registrado em 2009

SÃO PAULO – A maioria dos paulistanos não está satisfeita com o transporte público. No ano passado, 80% dos cidadãos da cidade estavam insatisfeitos com as tarifas do transporte público, ou seja, 4 pontos percentuais a mais que o registrado em 2009, quando 76% estavam insatisfeitos.

Segundo estudo realizado pelo Ibope Inteligência, a pedido da Rede Nossa São Paulo, divulgado nesta quinta-feira (20), além da insatisfação com as tarifas, no ano passado os paulistanos também não ficaram satisfeitos com a pontualidade dos ônibus e o tempo de espera nos pontos, com índice de insatisfação de 71% e 74%, respectivamente.

O tempo de deslocamento na cidade também desagradou 76% dos paulistanos. Em 2009, esse índice era apenas 1 p.p. maior, de 77%.

De bicicleta ou a pé
Quando se trata das calçadas, 78% dos paulistanos afirmaram não estar satisfeitos com a situação. O índice é o mesmo que o registrado em 2009. No entanto, o número de pessoas satisfeitas subiu de 2% para 4%.

O respeito ao pedestre também parece não agradar aos paulistanos, já que 81% ficaram insatisfeitos em relação a esse item. Em 2009, 82% não estavam contentes com o respeito ao pedestre.

Para os moradores da capital paulista, a cidade deveria ter mais ciclovias. Ainda de acordo com a pesquisa, em 2010, 79% não estavam satisfeitos com a quantidade de ciclovias disponíveis na capital paulista. Em 2009, esse índice era 1 p.p. menor, de 78%.

O que menos desagrada
O tamanho da rede de metrô é o item que menos desagrada ao paulistano quando se trata de transporte e trânsito. No ano passado, 39% estavam insatisfeitos em relação ao item. Já 21% estavam totalmente satisfeitos e para 40%, mais ou menos.

Além disso, 69% dos cidadão estavam insatisfeitos com as soluções para diminuir o trânsito na cidade. No ano de 2009, esse índice era de 72%. Já a satisfação subiu de 4% para 5%, na mesma base comparativa.

Pesquisa
Para a pesquisa, foram entrevistados 1.512 moradores da cidade de São Paulo, com idade acima de 16 anos, entre os dias 29 de novembro e 12 de dezembro do ano passado. 

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