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Paulistanos de baixa renda sentem mais a alta do custo de vida

Enquanto o índice geral ficou em 0,42%, para as famílias de menor poder aquisitivo, a taxa atingiu 0,47%

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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,42% no quarto mês deste ano. A taxa, 0,03 ponto percentual abaixo da apurada em março, foi mais sentida no bolso das famílias de baixa renda, pertencentes ao estrato 1.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira (7), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou variação de 0,47% em abril. Um mês antes, o índice havia sido de 0,20%, o que representa aumento de 0,27 ponto percentual, que também foi o maior dentre todas as faixas de renda.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), os preços, que subiram 0,27% no mês anterior, tiveram nova alta, de 0,40%.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida avançou 0,42%, mesma taxa da média geral e 0,17 ponto percentual inferior a março.

Principais variações

No mês passado, a forma como as famílias distribuem os gastos resultou em impactos inflacionários distintos, principalmente por conta da queda em vestuário, que afetou mais as de maior nível de rendimento.

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Os aumentos ocorridos na Alimentação tiveram origem basicamente nos produtos básicos, como pão francês, óleo, arroz e batatas, que pesam mais no orçamento das famílias de menor poder aquisitivo.

A contribuição no cálculo chegou a 0,24 ponto percentual, bem superior à dos demais estratos de renda, que foi de 0,16 ponto percentual para o estrato 2 e de 0,13 ponto percentual para o 1.

Por outro lado, a alta verificada na Saúde, decorrente dos reajustes nos seguros e convênios médicos, gerou maior impacto no orçamento das famílias de maior rendimento, que utilizam mais estes serviços.

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Dessa forma, o aumento deste grupo resultou em maiores contribuições no cálculo da taxa do estrato 3 (0,17 pp) em comparação aos demais estratos: 0,13 pp, para as famílias de nível intermediário, e 0,11 pp para as mais pobres.

Acumulado

Nos últimos 12 meses – entre maio de 2007 e abril de 2008 – o ICV-Dieese acumula alta de
4,70%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior foi apurada para as famílias mais pobres, do estrato 1 (5,82%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 4,86%, enquanto para aquelas com maior poder aquisitivo corresponde a 4,34%.

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2008, a inflação geral foi de 1,73%. Desta vez, observa-se maior variação entre as famílias mais ricas (1,83%), vindo a seguir o estrato 1 (1,72%) e o 2 (1,54%).