Paulistanos com renda acima de 10 salários mínimos estão mais confiantes

O ICC para esta faixa de renda subiu 5,2% em maio, atingindo 140,6 pontos, segundo a Fecomercio-SP

Publicidade

SÃO PAULO – O ICC (Índice de Confiança do Consumidor) dos paulistanos com rendimentos superiores a 10 salários mínimos subiu 5,2% entre abril e maio deste ano, chegando a 140,6 pontos.

Já os consumidores paulistanos pertencentes à faixa de renda inferior a 10 salários mínimos apresentaram, no mesmo período, variação positiva de 0,5% no ICC. Esse grupo está menos confiante do que o daqueles com maior renda, já que o índice ficou em 123,5 pontos.

Além da alta no ICC de quem recebe mais de 10 salários mínimos, somente os paulistanos com mais de 35 anos de idade aumentaram a sua confiança no período. Frente ao mês anterior, houve alta de 4,9%, com o índice atingindo 124,9 pontos. “Esse otimismo pode ser explicado pela crença em que os desdobramentos da atual conjuntura não afetarão as expectativas”, acredita o economista da Fecomercio, Thiago Freitas.

Já para aqueles com idade abaixo dos 35 anos, o ICC registrou queda de 3,5%. Apesar da queda, eles continuam mais otimistas que os mais velhos, pois o índice atingiu 126,7 pontos contra 124,9. Para Freitas, a alta insatisfação desse resultado deve-se à falta de experiência com períodos de crise que, no atual cenário, faz diferença na análise entre os mais jovens e os mais velhos.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (12) pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), apontam que o ICC varia de zero a 200 pontos, indicando pessimismo abaixo de 100 pontos e otimismo acima desse patamar.

Futuro e presente

Considerando o IEC (Índice das Expectativas do Consumidor), que mede a expectativa futura, os consumidores com mais de 35 anos são os que aumentaram mais a sua confiança no período, já que o índice atingiu variação positiva de 6,8%, chegando a 131,1 pontos. Já para aqueles com menos de 35 anos, a queda foi significativa, de 4,4%.

Continua depois da publicidade

Os consumidores de maior renda, no entanto, ainda são os mais otimistas com relação ao futuro. O IEC deles registrou alta de 2,8% em maio, ante abril, e atingiu 146 pontos. A alta da expectativa dos consumidores com renda menor de 10 salários mínimos foi menor, registrando avanço de 1,6%. Segundo o levantamento, os homens continuam mais otimistas que as mulheres com relação ao futuro. O IEC dos homens apresentou variação positiva de 3,6% no mês, ao passo que o índice das mulheres, sofreu queda de 1,1%.

O Índice das Expectativas, no geral, atingiu variação positiva de 1,2%, chegando a 131,3 pontos.

O ICEA (Índice das Condições Econômicas Atuais), que mede as expectativas presentes, por outro lado, sofreu pequena queda, registrando índice negativo de 0,1%, alcançando 117,4 pontos.

Continua depois da publicidade

Nesse índice, o destaque vai para os consumidores com renda acima de 10 salários mínimos, que continuam sendo os mais otimistas com relação a situação presente. A alta no período para essa faixa de renda foi de 9,3%, com pontuação atingindo 132,4 pontos. Por outro lado, os consumidores com menor renda estão mais pessimistas com a situação atual, já que o índice para este mês sofreu variação negativa de 1,3% e a pontuação não passou de 115,2 pontos.

Na análise por faixa etária, aqueles com idade acima de 35 anos aumentaram sua confiança com relação à situação presente, já que o ICEA apresentou alta de 1,9%. Mesmo com essa variação, os mais jovens se mostram ainda mais confiantes, com ICEA atingindo 119,4 pontos no período.

Mesmo com relação a situação presente, os homens ainda são mais otimistas que as mulheres. O ICEA para eles atingiu 119,4 pontos, enquanto que, para elas, não passa de 115,7 pontos em maio. “Os homens partem de um patamar mais elevado com relação ao ICEA, e essa diferença de comportamento pode representar um ajuste de expectativas entre os sexos”, explica Freitas.

Continua depois da publicidade

Sobre a pesquisa

O ICC é apurado mensalmente pela Fecomercio-SP desde 1994. Os dados são coletados com 2.100 pessoas no município de São Paulo.

O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores, levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e formação de estoques pelos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.