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SÃO PAULO – Comer na capital paulista está cada vez mais caro. A constatação é do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos), que revelou, nesta quarta-feira (01), que o custo da cesta de alimentos na cidade subiu 11,83%, desde junho de 2004 até maio último.
No último mês, os gêneros alimentícios de primeira necessidade também ficaram mais caros, com a alta da cesta de 4,26% sobre abril; e de 9,54% em relação a maio do ano passado.
As variações foram suficientes para manter São Paulo entre as 16 capitais com a cesta básica mais cara, ocupando o segundo lugar no ranking: R$ 188,63.
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Esforço
Comparando o custo da cesta com o valor líquido do salário mínimo, isto é, descontando a parcela da Previdência Social, o comprometimento da renda no mês passado chegou a 68,09%. Em abril, esta parcela era de 73,35%, e em maio do ano passado, 70,25%.
Para adquirir a cesta básica, o trabalhador precisou cumprir, em maio, uma jornada de 138 horas e 20 minutos, tempo bastante inferior a abril (153 horas e 06 minutos) e maio de 2004 (142 horas e 44 minutos). O motivo foi o aumento do salário mínimo, que no mês passado subiu de R$ 260 para os atuais R$ 300.
Preço da batata dispara
No total, 13 produtos são analisados na Pesquisa Nacional da Cesta Básica – Dieese, dos quais nove ficaram mais caros frente a abril, com destaque para a batata (20,4%), tomate (10,36%) e feijão carioquinha (8,66%). A única retração mais significativa ocorreu no preço do arroz agulhinha tipo 2 (-2,76%).
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Considerando o período acumulado desde junho de 2004, o estudo revela um expressivo aumento no preço da batata: 79,26%. Em seguida aparecem o açúcar (47,73%), feijão (21,20%) e tomate (17,79%). Entre as quedas mais intensas no último ano, o arroz (-22,53%) e o óleo de soja (-21,05%) são os destaques. Ao todo, nove alimentos registraram alta de preço em 12 meses.