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SÃO PAULO – Como já haviam anunciado na semana passada, as companhias aéreas anunciaram um reajuste médio de 7,5% no preço das suas tarifas nesta segunda-feira, dia 4. O reajuste busca recompor as perdas ocasionadas pelo aumento do preço do querosene de avião, que foi reajustado em 14,8% nesta segunda-feira.
Preços subiram nesta segunda
Este é o segundo reajuste das tarifas, que já foram aumentadas em 16% no início de outubro, quando a Petrobras anunciou um aumento de 16,3% no preço do querosene de avião.
Se considerarmos que o querosene responde por entre 20% a 25% do custo total das empresas o aumento deveria ficar em no máximo 4%, mas as empresas optaram por um aumento maior como forma de repor suas margens, já que a alta do dólar aumentou outros custos do setor, como aluguel de aviões ou as peças usadas na manutenção das aeronaves.
A Varig, a Rio-Sul e a Nordeste elevaram a tarifa em 7,5%, os reajustes da Vasp e da TAM foram maiores de 7,48% e 7,53%, respectivamente. Já a Gol ainda não se pronunciou oficialmente. Com isto o preço da ponte -aérea Rio-São Paulo subindo de R$ 287 para R$ 309 e o trecho São Paulo-Porto Alegre saltou de R$ 399 para R$ 429.
Repasse está cada vez mais difícil
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) não há espaço para novos reajustes de tarifas, uma vez que o número de passageiros no mercado doméstico tem registrado queda desde agosto. O Sindicato afirma que a venda de passagens caiu 3% no mês de setembro e 5% em outubro.
Além disto, o Snea reclama que estaria havendo abuso no aumento do querosene de avião, já que enquanto a maioria dos derivados, como a gasolina, registra alta de 30% nos últimos 12 meses, o querosene acumula alta de 136% nas refinarias. Exatamente por isto, o Sindicato pretende entrar novamente com representação contra a Petrobras na Secretária de Direito Econômico (SDE), alegando que a estatal teria adotado aumentos abusivos.