Passagens aéreas sofrem reajuste médio de 11,4%

Empresas alegam forte alta do dólar e aumento do preço do combustível. Gol foi a única empresa que não alterou seus preços

Publicidade

SÃO PAULO – A partir desta segunda-feira, dia 22, as empresas aéreas que operam vôos regulares no Brasil reajustarão suas tarifas em 11,4%, em média. Como justificativa sobre a decisão em aumentar o preço das passagens aéreas, as empresas alegam a forte alta do dólar frente ao real, assim como os sucessivos aumentos dos combustíveis.

Gol não mexe no preço de suas tarifas

Dentre as grandes operadoras do país, somente a Gol Transportes Aéreos decidiu não mexer nos preços de suas tarifas. A ponte aérea Rio-São Paulo da Vasp recebeu o maior reajuste (13,42%), mas no geral a empresa praticou um aumento médio de 11,19%. A Varig, que também controla a Rio Sul e a Nordeste, adotou um aumento médio de 11,44%, enquanto as passagens da TAM estarão 11,38% mais caras na média.

O último reajuste das passagens aéreas aconteceu no ano passando, quando as empresas reajustaram seus preços na faixa de 8%, sendo que a Gol aumentou seus preços em 7%; a Varig, em 8,13%; Vasp, em 8%; e, por último, a TAM que praticou reajuste médio de 8,21%.

Na ocasião a alta do dólar também foi utilizada como justificativa para o reajuste das tarifas. Isto porque o dólar tem um forte impacto no setor de transportes aéreos, tanto que a compra de combustível e o leasing de aeronaves estão diretamente ligados ao preço do dólar, o que significa que os custos aumentam à medida que a cotação da moeda norte-americana sobe. Desde o início do ano, o dólar acumula alta de quase 25% frente ao real.