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SÃO PAULO – Deputados e representantes de órgãos de trânsito participaram na quarta-feira (2) de audiência pública realizada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados e pediram que o governo priorize o trânsito na agenda e que campanhas educativas sejam mais realistas.
“O Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e a Polícia Rodoviária Federal não estão recebendo a devida atenção [do governo]“, reclamou, de acordo com a Agência Câmara, o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA).
O diretor-geral da PRF, Hélio Cardoso Derenne, sugeriu que fosse realizada uma campanha, por mais de um ano, com objetivo de reduzir os números de acidentes. Porém, ele ressaltou que a abordagem deve ser realista para que a conscientização da população seja maior.
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“Se não tomarmos providências, teremos 70 mil mortos no País em quatro anos, principalmente com o aumento do número de motocicletas”, afirmou Derenne. “A maior arma para reduzir o número de acidentes é a conscientização das pessoas”, completou.
Recursos
Para o diretor-geral do Denatran, Alfredo Peres da Silva, o orçamento do órgão neste ano alcançou R$ 534 milhões, número maior que os cerca de R$ 75 milhões que o órgão arrecadava por ano, em média. Somente gastos com campanhas de prevenção de acidentes ficaram em torno de R$ 120 milhões. Segundo ele, o aumento deve-se à arrecadação com multas e com o Dpvat.
Apesar do aumento, Peres quer que recursos destinados às campanhas educativas aumentem, a fim de reduzir as estatísticas. Com o mesmo objetivo, a Câmara analisa medida que cria o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesão.
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De acordo com o Projeto de Lei 5.525/09, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), o Plano visa determinar metas de redução de acidentes. “Se não tivermos em lei dito o que temos que fazer o ano que vem, voltaremos aqui para reclamar”, afirmou Albuquerque.