Paralisação na CEF é ampliada para 75%; negociações não avançam

A diretoria do banco afirmou que, se a greve não for encerrada nesta semana, o caso irá à Justiça do Trabalho

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SÃO PAULO – Bancários da Caixa Econômica Federal ampliaram de 70% para 75% o total de agências paradas em função da greve, na última quinta-feira (4). E o comando já afirmou que, se não houver avanço nas negociações com a diretoria da instituição, o movimento será ampliado ainda nesta sexta-feira (5). Em alguns Estados, como em Rondônia, a adesão chega a 100% das agências.

De acordo com a Contraf (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), após novas negociações infrutíferas entre banco e funcionários, a CEF afirmou que, se a paralisação não for encerrada ainda nesta semana, o caso será encaminhado à Justiça do Trabalho.

“Se o banco quiser ir para o confronto, vai ver o tamanho da briga que vai comprar, porque a mobilização dos bancários cresce a cada dia”, rebateu Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa.

Reivindicações

De maneira geral, a categoria reivindicava reajuste salarial de 10,3% (ou 5,5% de aumento real), participação nos lucros de até dois salários mínimos por ano e uma parcela fixa de R$ 3,5 mil. A Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) liberou a criação da 13ª cesta alimentação no valor de R$ 252,36, aumento de 6% nos salários, auxílio refeição de R$ 14,72 por dia e salário de R$ 1.287,73 para a função de caixa.

O grande impasse nas negociações é a questão dos pedidos específicos. Na última quinta, então, o banco assumiu um “compromisso” com a estruturação de um projeto de unificação das tabelas de remuneração da carreira administrativa; com o aumento do número de bolsas de incentivo à graduação de 4 mil para 4,1 mil; e com o pagamento do auxílio-creche na data do nascimento do filho (hoje é pago a partir do terceiro mês), entre outros.

Os bancários, por sua vez, não concordaram com as sugestões e pediram que fosse feito novo encontro na próxima segunda-feira (8).

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Seus direitos

Segundo a Fundação Procon de São Paulo, a greve não desobriga os bancos de cumprirem com suas atividades essenciais, garantindo um mínimo de pessoas que mantenham em funcionamento os caixas eletrônicos e serviços on-line.

Caso isso não seja possível, a entidade informa que o consumidor pode recorrer à empresa credora, obrigada a indicar um local alternativo para que ele possa pagar suas contas.

Além da internet e dos caixas eletrônicos, quem tem contas a pagar pode utilizar os correspondentes bancários, que funcionam em lotéricas, Correios, lojas de material de construção, supermercados etc.