Para professor, redução do IPI para carros flex tem baixo impacto ambiental

O professor da FGV Management, Robson Gonçalves, acredita que combustíveis fósseis deveriam ser mais tributados

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SÃO PAULO – Não basta desonerar os veículos tipo flex, os combustíveis fósseis devem ser mais tributados. Essa é a opinião do professor da FGV Management, Robson Gonçalves. Para ele, se a ideia é, de fato, reduzir os níveis de emissão de poluentes, medidas como a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos bicombustíveis, anunciadas nesta semana, são frágeis.

“O que o governo deveria fazer era tributar mais os combustíveis fósseis, assim o consumidor optaria pelo combustível que polui menos, por ser o mais barato”, considerou Gonçalves. Além disso, o professor acredita que medidas que propõem preservar o meio ambiente são mais eficazes quando apresentam impactos no bolso dos consumidores.

“A melhor forma de conscientizar as pessoas sobre a preservação do meio ambiente é fazer com que elas sintam os prejuízos também no bolso”, afirmou o professor.

Impactos no PIB

Segundo a pesquisa “Economia da mudança do clima no Brasil: custos e oportunidades”, o Brasil pode perder R$ 3,65 trilhões do PIB (Produto Interno Bruto) nos próximos 40 anos para conter os efeitos das mudanças climáticas.

Para mudar o clima, ambiental e econômico, o professor da FGV propõe expandir medidas que apresentam impactos no bolso, como a proibição do uso de sacolas plásticas pelo comércio e a individualização das contas de água nos prédios.

Além disso, o programa de renovação de frotas de veículos e o estímulo ao uso do transporte coletivo também auxiliam o meio ambiente e o bolso.