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SÃO PAULO – O Plano Nacional Nacional de Banda Larga não entrou na segunda etapa do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), como era esperado. O motivo, alegado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, era de que os custos ainda não estavam definidos.
O plano tem por objetivo ampliar o acesso da população à internet rápida e é visto como um dos projetos mais populares da nova fase do PAC. Porém, de acordo com Bernado, a agenda do Governo atrapalhou a formulação do plano. Segundo ele, o melhor é esperar, já que anunciar um plano que ainda não está definido pode gerar polêmicas.
Segundo o ministro, em abril haverá uma reunião entre técnicos, ministros e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para discutir pontos ainda sem definição do plano, como a reativação da Telebrás. Ele disse ainda que assim que os custos e diretrizes estiverem traçadas, o plano pode entrar no PAC 2.
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O Plano
O PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) visa a expandir o acesso à internet em alta velocidade em todo o País, incluindo as regiões mais remotas. Para isso, o governo deverá usar a rede de fibra óptica da antiga estatal de telecomunicações Telebrás – esse é o ponto mais discutido do plano.
Ainda não está definido que a infraestrutura da companhia fornecerá o serviço ao usuário final, entrando no mercado e competindo com as demais teles ou se funcionaria como uma espécie de “atacadista”, oferecendo estrutura para que operadoras menores possam levar o serviço a regiões mais remotas do País.
Para o Governo, a reativação da Telebrás pode ser usada para aumentar a competição, derrubar preços e fazer com que os serviços fiquem mais baratos na ponta. O plano, no entanto, ainda está em elaboração. O ministro Paulo Bernardo já anunciou que o plano permitirá que a população pague de R$ 25 a R$ 35 por mês pelo serviço.
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Para colocar a ideia em prática, o Governo não descarta reduzir impostos sobre serviços de internet e o presidente Lula já avisou que caso as empresas não se interessem pelo plano, ele pode ser totalmente custeado pelo Governo.