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SÃO PAULO – Para o setor de veículos importados, a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos tipo flex prejudica o desempenho do segmento. De acordo com a Abeiva (Associação Brasileira de Empresas Importadoras de Veículos Automotores), a medida é “mais uma violação mercadológica”.
“Em princípio, o ministro Miguel Jorge havia dito que o benefício do IPI deveria incentivar os chamados carros verdes, de modo a estimular a indústria e a importadora a comercializar carros menos poluentes”, considerou o presidente da Associação, Jörg Henning Dornbusch.
Ele argumenta que, das 17 associadas, 13 possuem carros com motorização a gasolina e quatro operam no País com veículos 1.0 a gasolina. Ou seja, estão fora dos requisitos para ter redução do imposto. O benefício é válido para carros flex até 2.0.
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Perda de competitividade
A regra, segundo Dornbusch, impõe aos carros importados perda de competitividade, em especial aqueles da categoria compacto, com motor 1.0, beneficiando os veículos nacionais. “Lembro ainda que a alíquota de importação de 35% já se configura como uma proteção a indústria local”.
Ele ainda ressalta que, se a ideia era beneficiar os carros “verdes”, a medida não atingiu a todos. “Várias empresas associadas a Abeiva possuem carros considerados verdes, mesmo movidos a gasolina”, considerou.
“Além disso, não está comprovado que aqueles movidos a etanol são os menos poluentes”, ponderou Dornbusch.
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IPI
No último mês, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a prorrogação da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os carros flex. Aqueles que funcionam a gasolina e álcool, de 1.000 cilindradas, terão a alíquota mantida em 3% até 31 de março de 2010. Para os veículos com motorização entre 1.000 e 2.000 cilindradas, a alíquota será mantida em 7,5% até a mesma data.
Para os carros que funcionam a gasolina, a elevação do IPI será adotada no dia 1º de janeiro, como estabelecido anteriormente. Mantega também prorrogou até 30 de junho do próximo ano a isenção completa do imposto incidente sobre a compra de caminhões novos.