Pan-Americano não causará nova crise aérea, dizem Anac e empresas

Apesar disso, em audiência pública na Câmara, entidades disseram que rotina de aeroportos irá mudar

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SÃO PAULO – A possibilidade de um “apagão aéreo” durante os Jogos Pan-Americanos está afastada, segundo disseram representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA).

Em audiência pública na Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, na quinta-feira (17), eles garantiram que a chegada de 7.500 atletas e dirigentes de 72 países, mais 1.300 árbitros internacionais, apesar de mudar a rotina de sete aeroportos do país, não causará outra crise aérea.

Explicações agradam parlamentares

Segundo disse a Agência Câmara, os deputados se convenceram com as explicações dadas pelas entidades. Para o deputado que convocou a audiência, Valadares Filho (PSB-SE), a Anac e as empresas mostraram estar atentas à logística do evento. “As explanações foram tranqüilizadoras. Hoje estou muito mais confiante no sucesso dos jogos”, disse.

De acordo com Brizola Neto (PDT-RJ), que presidiu a audiência, ainda existem dúvidas quanto ao número de pessoas que embarcarão no Rio de Janeiro, mas o sindicato das empresas parece estar atento ao assunto.

Evento

Mais de 156 mil ingressos para o Pan-Americano, que acontecerá entre os dias 13 e 29 de julho, já tinham sido vendidos até o início de maio, sendo que 25% deles era para pessoas de fora do Rio de Janeiro.

Segundo o diretor-executivo da Anac, Milton Sérgio Zuanazzi, o principal problema para a aviação é que os países não confirmaram ainda o tamanho de suas delegações. O diretor compara o movimento durante os jogos como o de altas temporadas, como carnaval e Ano Novo.

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Ele condenou as especulações de crise aérea. “Nos últimos quatro anos dobrou o número de passageiros no Brasil. Esse incremento, aliado ao movimento reivindicatório dos controladores de vôo, além de problemas de infra-estrutura dos aeroportos, é que nos levou a essa situação de congestionamento, atrasos e cancelamentos de vôos. Mas rechaço que tenha havido apagão aéreo”.