Padrão mais elevado de vida em emergentes não resultou em maior bem-estar

Segundo a OCDE, insatisfação ocorre por conta da desigualdade, altos índice de desemprego entre os jovens, entre outros

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SÃO PAULO – Ter um padrão mais elevado de vida não resultou em aumento da sensação de bem-estar em países emergentes, segundo revela o estudo Perspectivas no Desenvolvimento Global 2012, divulgado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) nesta segunda-feira (21).

De acordo com o estudo, a insatisfação ocorre devido à crescente desigualdade, falta de oportunidades de participação na sociedade, aos altos índice de desemprego entre os jovens, além de uma persistente informalidade no mercado de trabalho.

Além disso, a expansão da classe média faz com que aumente o desejo da população de bem-estar.

Países
Ainda conforme o levantamento da OCDE, desde o ano 2000, a China foi o país entre os pesquisados que mais apresentou crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) por habitante, porém, no mesmo período, a sensação de bem-estar não cresceu na mesma proporção.

No Brasil, o crescimento dos dois quesitos foi mais proporcional, apesar de a satisfação com a vida ainda ser bem menor do que a alta do PIB per capita. Em países como Índia, Tunísia e Tailândia, mesmo com a melhora econômica, a sensação de bem-estar diminuiu.

Para melhorar a situação, a entidade sugere que os governos invistam em desenvolvimento social por meio de melhoras em saúde, educação, proteção social, entre outros serviços.