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SÃO PAULO – Uma simulação feita pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), publicada na edição 125 da revista da instituição, mostra que o consumidor pode economizar mais de R$ 17 mil, dependendo da forma de pagamento escolhida na hora de adquirir um veículo.
A entidade verificou qual seria o valor gasto, após 50 meses, nas três modalidades mais comuns de compra – consórcio, poupança e financiamento -, na hipótese da aquisição de um automóvel de R$ 10 mil.
Poupança
Entre as três modalidades, a poupança é a que exige maior paciência do consumidor. Contudo, ao final do prazo, é a mais vantajosa, pois a pessoa que escolher este meio de compra, desembolsará apenas 85% do valor do veículo, neste caso, R$ 8.553,50, sendo que o valor poupado mensalmente seria de R$ 171,07.
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O saldo restante, de acordo com o Idec, seria pago pelos juros obtidos com o investimento, que atualmente, se encontra em 0,6% ao mês.
Financiamento
No outro lado da tabela, está o financiamento, cuja possibilidade de entrar em uma loja e sair dirigindo, sem que para isso seja necessário um grande investimento imediato, faz com que seja a opção preferida dos brasileiros.
Dados da Assovesp (Associação dos Revendedores de Veículos Automotores no Estado de São Paulo) mostram que, em agosto, 77% dos negócios com carros usados tiveram financiamento. Apesar de ser o meio de aquisição mais popular, segundo o Instituto, para economizar dinheiro, qualquer forma de investimento é mais interessante do que esta.
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Ainda na hipótese da compra de um carro de R$ 10 mil, no financiamento, com o pagamento mensal de R$ 512,55 e taxa de 1,9% ao mês, ao final de 50 meses, o valor efetivamente gasto seria de R$ 25.627,67, quase dois carros e meio e R$ 17.094,17 a mais que o valor investido na poupança.
Consórcio
O consórcio representa o meio termo entre as opções citadas anteriormente. De acordo com a simulação, com um investimento de R$ 230 por mês (esse valor pode ser reajustado anualmente ou sempre que o carro zero quilômetro ficar mais caro), ao final dos 50 meses, o consumidor teria gasto R$ 11.500 (sem considerar os reajustes que a parcela mensal sofrerá, de acordo com o valor de cada bem, a cada ano).
A diferença, em comparação com a poupança e com o financiamento seria de mais R$ 2.946,50, para o primeiro, e de menos R$ 14.127,67, para o segundo. Como vantagens deste tipo de modalidade, especialmente em relação ao financiamento, além do menor custo, a entidade destaca também a menor burocracia e o estímulo ao consumidor para poupar.
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Entretanto, alerta o Idec, a opção é uma loteria, pois não há prazo definido para o recebimento do prêmio, já que é possível receber tanto no primeiro mês de participação, como no último, dependo da sorte de ser sorteado ou não.