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SÃO PAULO – Os brasileiros já estão sentindo que a crise financeira internacional chegará às suas portas, seja pela falta de crédito, perda em investimentos e, até mesmo, do emprego. Por isso, eles já estão preparando alternativas para poder driblar o novo cenário. O primeiro passo será cortar gastos. Mas quais deles serão priorizados?
Pesquisa realizada pela agência de publicidade McCann Erickson revelou que, nas classes emergentes, os setores que menos sofrerão cortes são justamente aqueles que trazem imunidade à crise atual, ajudando a formar renda. Para se ter uma idéia, dos 618 entrevistados das classes C e D, apenas 20% irão diminuir muito seus gastos com limpeza, saúde, moradia, alimentação e educação, despesas consideradas essenciais.
Os setores que mais sofrerão serão os pouco significantes para a formação de renda: 55,7% dos entrevistados disseram que cortarão muito os gastos com lazer; 55,6%, os gastos com vestuário; 50,7%, aqueles realizados com o cartão de crédito; e 49,5%, as despesas com o celular.
Seguem, na lista de cortes profundos, as contas concessionárias (44,7%), os eletroeletrônicos (42,5%), os itens de beleza e cuidados pessoais (41%), o transporte (28,5%), a poupança (28,3%) e o automóvel (27,2%).
As tentações
Momento de crise é de incertezas e, por isso, também deve ser um período de controle. Nada de cair nas tentações, as quais podem colocar todo o orçamento por água abaixo. E parece que o consumidor brasileiro de classes emergentes conhece esta lição: a primeira despesa a ser cortada por eles será o cartão de crédito, aquele plástico inofensivo, que anestesia a dor de gastar!
Na tabela abaixo, é possível analisar quais são os primeiros itens a serem cortados pelos brasileiros entrevistados:
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| Das áreas que você mencionou que cortaria gastos, por qual delas você começaria? | |||
| Área | Respostas | ||
| Dívidas e cartão de crédito | 27,2% | ||
| Lazer | 14,2% | ||
| Contas e gastos públicos | 12% | ||
| Telefone celular | 9,8% | ||
| Vestuário | 9,6% | ||
| Compras de Natal | 6,1% | ||
| Eletrônicos e eletrodomésticos | 4,3% | ||
| Beleza e cuidados da casa | 3,3% | ||
| Transporte | 2,4% | ||
| Investimento e poupança | 2% | ||
| Limpeza e cuidados da casa | 1,4% | ||
| Alimentação dos adultos | 1,1% | ||
| Saúde | 0,8% | ||
| Morada | 0,6% | ||
| Educação | 0,1% | ||
Fonte: McCann Erickson
Compras
Em momentos de crise, o brasileiro precisa tomar algumas providências no momento da compra, com a finalidade de economizar. Em primeiro lugar, de acordo com o estudo, ele irá buscar por locais mais baratos: a imagem de preço definirá sua visita a um estabelecimento ou outro. Para reduzir custos de transporte, a opção são os estabelecimentos mais próximos.
As marcas mais baratas serão priorizadas e, algumas categorias, simplesmente eliminadas no carrinho. As compras serão em menor quantidade.
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A pesquisa foi realizada em parceria com o DataPopular nas capitais e cidades com mais de 200 mil habitantes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Foram 618 entrevistas, entre os dias 25 e 31 de outubro, com pessoas economicamente ativas de ambos os sexos, na faixa de 24 a 60 anos e renda familiar entre R$ 607 e R$ 3.003. A margem de erro é de até 4%.
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