Publicidade
SÃO PAULO – De acordo com pesquisa “Mobilidade Brasil 2008”, divulgada pela Ipsos na segunda-feira (4), 26% dos brasileiros tentam vender o celular antigo para alguma loja de usados depois que adquire um modelo mais novo e moderno.
O levantamento mostra, ainda, que a grande parte das pessoas, 34%, dá o aparelho antigo para alguém, enquanto que 16% guardam o velho celular como “estepe” para alguma emergência. Já 7% dos brasileiros jogam fora, e apenas 2% disseram encaminhá-lo à reciclagem.
A multinacional francesa de pesquisa buscou, principalmente, compreender de que maneira o celular modificou a vida e o comportamento das pessoas e se ele trouxe novas atividades e costumes aos usuários.
InfoMorning
Informações, análises e recomendações que valem dinheiro
Inseparáveis
Dessa forma, o estudo revela que 18% dos brasileiros se dizem viciados em seus aparelhos. Sendo que, as mulheres (21%) e os jovens com idade entre 16 e 24 anos (23%) são os mais viciados nos celulares.
Outro dado relevante é que 5% dos entrevistados utilizam mais de uma linha regularmente. Na classe AB, este número sobre ainda mais, chegando a 7%.
Dentre as pessoas que participaram da pesquisa, mais da metade realiza em média duas a cinco ligações de celular diariamente, sendo que a maior concentração (20%) localiza-se na faixa das três chamadas diárias.
Continua depois da publicidade
Comportamento adequado
A atitude menos aceita pelos entrevistados é falar ao celular enquanto dirige, mesmo que as duas mãos estejam livres. Em seguida, está atravessar a rua enquanto fala ao celular e, por último, conversar durante muito tempo em uma viagem de ônibus.
Em todos os casos, a aceitação destes comportamentos é maior entre os mais jovens e reduz de acordo com a faixa etária do entrevistado, revelando que os mais jovens se incomodam menos e se adaptam melhor a essas atitudes.
O estudo mostra ainda que, para muitas pessoas, o celular tornou-se uma ferramenta para fugir de situações “incômodas” em nosso dia-a-dia. Aproximadamente 23%, por exemplo, já começaram a usar o aparelho, ou fingiram fazê-lo, para evitar a aproximação de alguém. Este número é maior entre as mulheres (27%) e entre os mais jovens (30%, com idade entre 16 e 24 anos).
Continua depois da publicidade
A pesquisa foi realizada em maio de 2008 e entrevistou 1.000 pessoas de ambos os sexos, maiores de 16 anos, localizadas em 70 cidades e 9 regiões metropolitanas do país.