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SÃO PAULO – O número de pessoas que recorreram a um empréstimo consignado, com desconto em folha de pagamento ou aposentadoria, caiu de 12% para 9% entre março do ano passado e março deste ano, segundo indicou pesquisa realizada pela ACSP (Associação Comercial de São Paulo).
O levantamento apontou que, nos últimos três anos, vem caindo o número de pessoas que contratam o consignado, já que em março de 2008, 17% dos entrevistados pela associação contrataram essa modalidade de empréstimo.
De acordo com a pesquisa, a maior parte das pessoas (41%) que buscaram esse crédito, o fizeram para quitar dívidas. Considerando as pesquisas realizadas em 2008 e 2009, é possível constatar que vem caindo o número de pessoas que tomam o crédito para essa finalidade. Em março do ano passado, o índice era de 49%, ao passo que em 2008 era de 55%.
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Consumo
Por outro lado, cresceu, entre 2009 e 2010, o número de entrevistados que utilizaram o consignado para realizar compras. Ao todo, 20% contrataram o crédito para tanto, contra 15% verificados em março do ano passado.
Além do pagamento de dívidas e compras, as pessoas também recorreram ao empréstimo consignado para ajudar a família (6%). Em março do ano passado, esse índice era maior, de 15%.
Reformar o imóvel foi o motivo para que 18% contratassem o empréstimo. Em março do ano passado, porém, esse índice era menor, de 13%.
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Inadimplência
Se o dinheiro é buscado para ajudar nas finanças e cobrir gastos, ele também tem seu lado negativo. Na pesquisa da associação, 63% das pessoas que fizeram um empréstimo consignado apontaram os pagamentos mensais como responsáveis pela inadimplência.
Em março do ano passado, o número era de 58% e, em março de 2008, de 44%. Com esses números, a associação conclui que o consignado até 2008 ajudava o consumidor a renegociar dívidas e, hoje, é responsável por fazer novas dívidas, refletindo a facilidade de obter crédito.