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SÃO PAULO – De olho no crescimento constante da baixa renda, os bancos estão, cada vez mais, criando novas ações e oferecendo novos serviços para atender e explorar o potencial dessa parcela da população.
O acesso da baixa renda aos serviços bancários tem até nome: bancarização. O conceito diz respeito justamente à oferta para essa parcela da população a serviços bancários como conta corrente, investimentos, créditos, planos de previdência, seguros etc.
Novos serviços para um novo público
Bancos, como o Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, estão se movimentando para suprir essa demanda crescente, já que um novo público requer novos serviços.
O BB, por exemplo, criou uma diretoria específica, a Menor Renda, para integrar as atividades do BPB (Banco Popular do Brasil) com a estratégia negocial do Desenvolvimento Regional Sustentável do BB. O banco espera que, com a integração, possa expandir sua participação no microcrédito produtivo.
A Caixa também está popularizando os seus serviços, como o Conta Fácil, conta corrente cujas movimentações não ultrapassam R$ 1 mil mensais. Somente esse serviço conta com mais de 8,7 milhões de correntistas.
Outro serviço é a rede de correspondentes – pontos do banco por onde é possível abrir uma conta corrente. A Caixa conta com mais de 20 mil correspondentes no País, sendo que 10 mil são postos “Caixa Aqui” e outros 9 mil pontos estão em lotéricas.
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Por meios desses postos, foram feitas cerca de quatro bilhões de transações no ano passado, que totalizaram R$ 200 bilhões em movimentações.
Discussões
Tendo em vista a importância do tema, a bancarização será discutida em Seminário realizado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos), em São Paulo, no próximo dia 12 de maio.
Para a discussão, estarão presentes o professor e pesquisador Eduardo Henrique Diniz, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), além de representantes do Bradesco, Nossa Caixa, BB e Caixa Econômica.