Natal: vendas on-line podem crescer até 54% em 2002

Valor médio das compras será de R$ 300, cerca de 20% acima do ano passado; percentual de internautas que deve comprar online aumentou para 62%

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SÃO PAULO – Para quem sempre deixa para a última hora as compras de Natal, a possibilidade de fazer suas compras através da internet permite não só maior comodidade, como também uma certa economia, pois os preços tendem a ser mais baixos e é possível planejar melhor suas compras. Ao contrário do que ocorre nas visitas aos shoppings, onde na correria muita gente acaba comprando “qualquer coisa” só para se ver livre da obrigação.

Vendas em dezembro devem crescer 50%

Dentro deste cenário não é de se surpreender que os varejistas on-line esperam fechar o ano de 2002 com um faturamento recorde de R$ 1 bilhão, o que representa um crescimento nas vendas de 54% em relação ao ano passado.

Com relação às vendas de dezembro, entretanto, o crescimento deve ser um pouco menor de 50% em relação ao ano passado, para um faturamento no mês de R$ 150 milhões. Os dados são do instituto e-bit, que se especializa em consultoria neste segmento. Considerando que a inflação no ano deve ficar em 12% segundo o IPCA, índice de inflação usado para se estabelecer as metas de inflação do governo, o crescimento real do setor deve ficar em cerca de 42%.

Como as vendas de Natal tendem a aumentar forte a partir desta semana, os varejistas estão bastante animados, que os resultados podem ser ainda melhores do que o inicialmente previsto.

Base de consumidores cresce 15% ao mês

Para o diretor geral da e-bit, Pedro Guasti, o forte crescimento das vendas on-line se deve, sobretudo, ao aumento do número de consumidores on-line, que cresce 15% a cada mês. Desta forma, o total de clientes subiu de 800 mil no final do ano passado para 1,5 milhão neste ano.

Desta forma, apesar do forte crescimento do setor neste ano, é possível que no próximo ano seja registrada uma taxa semelhante, uma vez que o número de internautas que ainda não efetua compras on-line ainda é bastante elevado. Um levantamento da e-bit com cerca de 1,9 mil internautas sugere esta tendência, com o percentual de pessoas que indicou intenção de comprar pela web subindo de 49% para 62%.

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Valor médio aumentou

Outra boa notícia é o aumento do preço médio das vendas, que em novembro era de R$ 265, cerca de 6% maior do que o valor médio das compras no Natal de 2001, que foi de R$ 250. Com relação aos gastos médios no Natal deste ano, a expectativa é de que o gasto médio fique em R$ 300, cerca de 20% acima do registrado em 2001.

Entre os cinco produtos que os consumidores pretendem comprar neste Natal estão os CDs, livros, vídeos/DVDs, eletro-eletrônicos e DVDPlayer. Como o público que usa a internet para fazer suas compras de Natal tende a ter um poder aquisitivo mais alto, o aumento do valor médio dos gastos não chega a surpreender. Segundo a consultoria, cerca de 35% dos internautas que compram pela web têm rendimentos entre R$ 3 mil e R$ 8 mil, sendo que 10% têm rendimento acima de R$ 8 mil.

Dentre os fatores que contribuíram para o sucesso das vendas online neste Natal está a melhora dos serviços oferecidos, com a redução do tempo de entrega das mercadorias, que em 1999 chegou a ser de 45 dias! Apesar de muitos varejistas já oferecerem formas de pagamento mais atrativas, permitindo a venda em parcelas sem juros, cerca de 24% dos entrevistados acreditam que as condições de pagamentos deveriam ser melhoradas.