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SÃO PAULO – Na rua 25 de Março, um dos maiores centros de comércio popular do país, a crise financeira parece ainda não ter chegado. A cada dia dos finais de semana de dezembro, cerca de um milhão de pessoas acotovelam-se umas às outras atrás de preços baixos e economia. Em alguns sábados, segundo a Agência Brasil, o número de consumidores atinge a faixa de 1,2 milhão, ou seja, o triplo dos 400 mil que freqüentam o local em outras épocas do ano.
Os dados são da Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências), que aposta em um aumento de 10% nas vendas, em relação ao Natal passado. “A gente sente que as pessoas estão mais apreensivas. Porém, na prática, eles continuam comprando (…) Crescemos 10% no Dia das Crianças, no Dia das Mães, antes da crise, e vamos crescer 10% no Natal”, diz um dos diretores da Univinco, Marcelo Moawad.
Tíquete médio
Neste Natal, os consumidores que costumam fazer compras nas regiões de comércio popular da cidade de São Paulo devem gastar, em média, de R$ 60 a R$ 120 com enfeites e presentes natalinos. Pelo menos esta é a previsão das diversas associações do setor.
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Na Rua 25 de Março, por exemplo, o tíquete médio previsto é de R$ 70 para os visitantes das classes C e D, e de R$ 120 para os clientes da classe A, informa a Univinco (União dos Lojistas da 25 de Março e Adjacências).
Entre os produtos mais procurados na região estão os presentes, enfeites, brinquedos, artigos de decoração, acessórios e bijuterias.