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SÃO PAULO – Na hora de ajudar amigos e parentes que estão no exterior, brasileiros e estrangeiros que vivem no Brasil não ficam contando tostões. O valor médio das remessas gira em torno de US$ 500 por mês.
A informação é do diretor da ABMTransf (Associação Brasileira das empresas Prestadoras de Serviços de Micro-Transferência de Dinheiro), Roger Ades. Segundo ele, os grupos que mais enviam dinheiro para outros países são os estrangeiros, que buscam o Brasil para trabalhar, como os imigrantes de Bolívia, Peru, Colômbia, Paraguai, Argentina, Coréia do Sul e China; e os brasileiros que têm parentes em viagem de turismo, estudo ou trabalho e precisam receber dinheiro para despesas rotineiras ou emergenciais.
Bons números
De acordo com dados do Banco Central, nos sete primeiros meses de 2008 foram enviados US$ 410 milhões, representando um aumento de 62% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o registrado foi de US$ 253 milhões.
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Ainda conforme o BC, o montante já equivale a 79,8% de tudo que foi enviado durante todo o ano de 2007, US$ 514 milhões. Considerando somente o mês de julho, o aumento foi de 32,6%, passando de US$ 46 milhões para US$ 61 milhões, em um ano.
Desde 2003, quando as remessas somavam US$ 136 milhões, as micro-transferências têm registrado movimento ascendente. Em 2004, elas atingiram US$ 164 milhões, alta de 22,8%; no ano seguinte, passou a US$ 263 milhões; e em 2006, US$ 309 milhões.
A expectativa é de que o cenário positivo se mantenha neste ano e em 2009. O diretor da ABMTransfer diz que o aumento das remessas para o exterior indica expansão dos canais formais de micro-transferências. “Algumas decisões importantes neste sentido têm sido tomadas, mas ainda há muito a ser feito para modernizar as normas que regem o setor e oferecer mais conveniência aos usuários”, diz.