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SÃO PAULO – De acordo com o Simabesp (Sindicato das Indústrias de Massas Alimentícias e Biscoitos do Estado de São Paulo), os esforços governamentais realizados para conter a inflação do trigo, da farinha e do pão francês não englobam toda a cadeia do trigo e, por isso, a alta dos preços afetará os consumidores.
“O Simabesp reivindica que o governo atenda a toda a cadeia do trigo, a fim de favorecer o benefício a toda a população. Entretanto, se essa observação de alerta não for atendida, haverá um impacto no custo final ao consumidor”, disse o presidente do sindicato, José dos Santos Reis.
Isenção
Em 27 de maio, medida provisória reduziu a zero as alíquotas da contribuição para o PIS (Programa de Integração Social) e a Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) incidentes na importação e comercialização interna da farinha de trigo, trigo e pão.
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A Medida Provisória 433, por sua vez, deixou de lado os biscoitos e as massas alimentícias, que estão presentes em 98% dos lares brasileiros.
“Estes dois setores não receberão crédito de PIS e Confins na farinha de trigo utilizada na fabricação de seus produtos, ao passo que deverão continuar dando créditos a toda a cadeia de distribuição”, disse Reis.
Medidas
De acordo com informações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a desoneração da farinha, do trigo e do pão representará uma renúncia fiscal de R$ 500 milhões.
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Desde 28 de maio, além da isenção do PIS/Cofins, o governo também acabou com a taxa de 25% cobrada pelo frete nas importações de trigo e ampliou até o dia 31 de agosto a validade do benefício da tarifa zero na importação do produto, quando vindo de fora do Mercosul.