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SÃO PAULO – Mesmo com altas sensíveis, como a de 0,30% verificada por volta das 14 horas desta terça-feira (4), o momento é bom para a compra de dólares. A moeda norte-americana fechou abaixo de R$ 1,70 em 26 de fevereiro – pela primeira vez desde maio de 1999 – recuando 1,30%, para R$ 1,684.
Na tarde desta terça, o dólar comercial estava cotado a R$ 1,677. O turismo saía por R$ 1,790, com desvalorização de 0,56%.
Liquidação
“É difícil prever o comportamento da divisa para os próximos meses ou dias, mas acredito que ela ficará no patamar atual ou, pelo menos, terá uma leve valorização”, afirmou o presidente do Conselho de Planejamento Estratégico da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Paulo Rabello de Castro.
Para Castro, mesmo que haja novas valorizações do real frente ao dólar, quem optar por investir na moeda norte-americana não terá um prejuízo tão grande. “Encontrar dólar abaixo de R$ 1,70 é realmente uma liquidação”, comparou o executivo.
Viagens
O barateamento de viagens internacionais também é um fator a ser considerado em momentos como o atual. O presidente da Abav (Associação Brasileira dos Agentes de Viagem), Carlos Alberto Ferreira, lembrou que além dessa economia natural, consequente do cenário econômico brasileiro, quem antecipar a compra de pacotes para as férias de julho ainda pode garantir descontos.
“Quanto antes for a contratação, mais fácil é de conseguir um preço mais em conta. Além disso, é possível dividir o pagamento e acabar com as parcelas antes mesmo de partir”, adicionou.
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Cruzeiros marítimos são aqueles que mais oferecem regalias. “Alguns oferecem desconto de 20% no pacote ou a hospedagem do terceiro ou quarto hóspede gratuita na cabine”, finalizou Ferreira.
Risco
A corretora da câmbio Confidence intermediou, só no ano passado, um total de 660 mil transações com moeda estrangeira para 430 mil clientes pessoas físicas – das quais 150 mil foram para 120 mil clientes estrangeiros -, além de 36 mil transações para 2.300 pessoas jurídicas. O impacto positivo da queda no dólar fez a receita da empresa crescer 60% em 2007, em comparação a igual período de 2007.
“Com o cerco do Banco Central aos doleiros, comprar dólar no paralelo se tornou um grande risco, inclusive para os turistas, tendo em vista que os cadastros de clientes desses operadores estão sendo investigados pelo BC e mesmo aquelas pessoas que têm como justificar a origem do dinheiro acabam correndo risco”, observou Maurício Lima, diretor da companhia.
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Na tarde desta terça, o dólar paralelo era cotado a R$ 1,93, marcando estabilidade.
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