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SÃO PAULO – Diferentemente do ocorrido em 2007 – quando a queda acentuada dos juros estimulou a expansão do crédito – nos três primeiros meses de 2008 o crescimento em torno de 30% no volume de empréstimos e financiamentos veio juntamente à alta de 3,8 pontos percentuais do juro médio do sistema financeiro (incluindo pessoas jurídicas e físicas).
Conforme análise do Iedi (Instituto para Estudo do Desenvolvimento Industrial), divulgada na última terça-feira (29), o motivador do aumento dos juros foram as majorações no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e no repasse adiantado da alta de Selic (taxa básica de juro da economia, atualmente em 11,75% ao ano), que foi ampliada apenas neste mês.
Na avaliação da entidade, a tendência de aumento do juro deve continuar, em função do aperto da política monetária que elevará o custo de captação dos bancos. Isso por conter o crescimento do consumo das famílias nos próximos meses.
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Aumento heterogêneo
Ainda segundo a entidade, no primeiro trimestre houve aumento heterogêneo no custo do crédito. Analisando especificamente o caso dos consumidores, entre dezembro e março o incremento foi de 3,9 pontos percentuais.
De qualquer maneira, as taxas cederam um pouco em fevereiro e, principalmente, em março, devido à redução do spread (na média do segmento, de 1,6 p.p). “Esta redução, todavia, não foi generalizada entre as diversas modalidades de crédito às famílias”, explicaram analistas do Iedi no documento de divulgação do estudo.
Para se ter uma idéia, nas modalidades de cheque especial e aquisição de bens – outros, o spread aumentou na passagem de fevereiro para março (3,7 p.p. e 1,3 p.p, respectivamente). O juro médio do cheque especial, como conseqüência, atingiu 149,8% ao ano em março, o maior valor desde julho de 2003.