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SÃO PAULO – Apesar de a cesta de alimentos ter sofrido desaceleração de 0,49 ponto percentual na segunda quadrissemana de julho, segundo dados do IPC – Fipe (Índices de Preços ao Consumidor), divulgados na manhã desta sexta-feira (18), ainda é cedo para comemorações. De acordo com o economista da Consultoria LCA, Raphael Castro, existem alguns focos de aumentos que por enquanto não chegaram ao varejo, entre eles, a medida de restrição de caminhões.
“Num primeiro momento, acredito que as grandes redes consigam segurar os preços, mas a médio e longo prazos não”. Castro prevê duas alternativas onerosas para o problema: a primeira seria a substituição dos caminhões tradicionais por veículos menores e a segunda seria as empresas arcarem com as multas.
“Nos dois casos haverá repasses. Na primeira opção, haverá maiores gastos com combustível, por exemplo, pois será necessário um número maior de viagens para efetuar o abastecimento. A segunda opção é bem mais complicada…” , diz.
Outros fatores
Outros fatores que podem vir a pressionar os preços dos alimentos, segundo o economista, são a alta das commodities, o aumento do diesel e dos fertilizantes.
Como opção para o consumidor, o economista arrisca aconselhar que as pessoas procurem comprar nos locais que não estão no perímetro da medida adotada pela Prefeitura, mas adverte que o cidadão deve avaliar bem, pois terá gastos de locomoção.
Caminhões
De acordo com decreto da Prefeitura de São Paulo, em vigor desde o último 30 de junho, na ZMRC (Zona de Máxima Restrição de Circulação) é proibida a circulação de caminhões de segunda a sexta-feira, das 5h às 21h, e aos sábados, das 10h às 14h, exceto em feriados.
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A zona abrange muitas das principais ruas e avenidas de acesso da cidade, mas estão fora dela as marginais e avenidas que dão acesso ao Porto de Santos, para não prejudicar ainda mais as empresas. É o caso das marginais Tietê e Pinheiros, da Rua das Juntas Provisórias, das avenidas dos Bandeirantes, Tancredo Neves, Salim Farah Maluf e Professor Anhaia Melo, o entorno do Ceagesp e da Zona Cerealista, que é a área utilizada para carga e descarga dos produtos do Brás.
Entretanto, nessas marginais e avenidas que ficaram de fora, os caminhões terão de obedecer a um rodízio, nos moldes do rodízio para veículos de passeio, de acordo com a prefeitura.
VUCs
Quanto aos VUCs (Veículos Urbanos de Carga), a prefeitura liberou a circulação deles no período compreendido entre 5h e 21h, até 31 de julho, excluindo-os, desta maneira, das regras para melhoria do trânsito.
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Entretanto, os veículos com placa de licenciamento de finais ímpares somente poderão transitar nos dias ímpares do mês, ao passo que aqueles com finais pares poderão circular nos dias pares.
A partir de 1º de agosto e até 31 de outubro deste ano, os VUCs terão novas regras, podendo transitar entre 10h e 16h, seguindo a mesma regra das placas com finais pares e ímpares. No entanto, de 1º de novembro em diante, ficam integralmente restabelecidas as restrições que valem para todos os demais caminhões de carga. Em outras palavras, a liberação é temporária.