Material escolar sofreu forte reajuste em setembro

A lista de material escolar que ficava em torno de R$ 230 agora passa a valer cerca de R$ 400; pais devem antecipar compras para evitar novos aumentos

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SÃO PAULO – Os pais que efetivarem a re-matrícula de seus filhos nas próximas semanas e receberem a lista de material escolar para o início do ano letivo em 2003, deverão preparar o bolso, uma vez que desde setembro as papelarias registraram alta de cerca de 20% a 30%, em média, o que certamente deverá deixar muitos pais assustados.

Para se ter uma idéia, a lista que este ano ficava em torno de R$ 230 incluindo a compra de quatro livros didáticos, agora passa a valer cerca de R$ 400. O caderno simples aumentou cerca de 40%; a régua, o cartucho de impressora e a cartolina, 30%; a caneta esferográfica e o cento do papel sulfite aumentaram 20%.

Considerando que estes itens são essenciais na lista de qualquer aluno, é bom se preparar para gastar um bom dinheiro com os materiais do próximo ano.

Empresários diversificam rol de fornecedores

Empresários do setor contam que, no geral, o reajuste dos preços é definido logo após a realização da Feira Internacional de Produtos para Escola, Papelaria e Informática, promovida geralmente no mês de setembro. Após a feira então os reajustes são definidos e passam a valer para os próximos meses, no entanto, extraordinariamente este ano os reajustes começaram a ser aplicados desde agosto.

Como os preços variam bastante entre os fornecedores, a solução para estes empresários é diversificar seus contatos, comprando uma certa quantidade de material em fornecedores diferentes, como forma de aproveitar os melhores preços, de forma a evitar repasses excessivos para o consumidor, o que acabaria afetando as vendas do próximo ano.

Expectativa de crescimento era de 20%

Em São Paulo existem cerca de 25 mil pontos de venda de material de papelaria para escolas e escritórios, dentre os quais oito mil estão localizados no Estado, e cinco mil na capital paulista. Estes postos, juntos, são responsáveis pelo faturamento anual de R$ 3 bilhões do setor, cuja expectativa de crescimento era de 20% até que se aplicaram os altos reajustes nos preços.

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Desta forma, os pais devem ir se preparando para adiantar as compras dos materiais, pelo menos os itens mais caros, de seus filhos. Isto porque a tendência é que estes preços subam ainda mais, onerando o consumidor de forma excessiva.