Material escolar deve sofrer reajuste de 12%

Preço do papel vem sofrendo fortes variações por conta da alta do dólar; reajuste será maior em itens essenciais como cadernos, livros didáticos e papel sulfite

Publicidade

SÃO PAULO – A onda de reajustes de preços que vem sendo praticada nos últimos meses sobre os mais diversos produtos não poderia deixar de fora a lista de material escolar. Como o preço do papel vem sofrendo fortes variações por conta da alta do dólar, acabou influenciando no preço de itens essenciais na lista de material, como cadernos, livros e papel sulfite.
Para se ter uma idéia, desde julho deste ano, o preço do papel já acumula alta de 20%. O reajuste para este final de ano deve ficar em torno de 12%, sendo que as editoras devem repassar a alta para o consumidor antes mesmo da chegada do Natal.
Décimo terceiro ajuda no orçamento

Neste sentido, uma alternativa para não aproveitar os preços sem o reajuste é tentar destinar uma parte do décimo terceiro salário para este fim. Como as aulas começam entre fevereiro e março, o mercado em geral fica mais aquecido nesta época do ano, de forma que os preços deverão estar relativamente maiores do que os que estão sendo cobrados atualmente.
De fato, com a aproximação das festas de final de ano a tentação para se gastar dinheiro é muito grande, principalmente se você gosta de presentear parentes e amigos. No entanto, é preciso lembrar que em época de juros altos e inflação acima do esperado, o importante é se conter para não começar o ano atolado em dívidas. Não esqueça de incorporar a lista de material escolar nas prioridades deste ano.
Comércio ilegal prejudica desempenho das vendas

Não há como negar que os livros didáticos são itens essenciais, de forma que ao consumidor não resta outra opção a não ser comprá-los. Contudo, o salário do trabalhador cada vez mais defasado por conta da inflação, acaba favorecendo o crescimento do mercado paralelo, isto é, o refúgio para pagar menos acaba sendo os camelôs.
No geral, os livros são vendidos pela metade do preço e muitas vezes eram de professores ou ainda foram roubados. O fato é que a ação dos camelôs tem prejudicado cada vez mais o bom desempenho nas vendas das livrarias. A elaboração de material didático pelas próprias escolas, e as feiras de troca de livros e cópias ilegais também comprometem o faturamento dos empresários.