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SÃO PAULO – Buscando aumentar sua participação entre os consumidores de menor poder aquisitivo, que pertencem às classes C e D, a Mastercard fechou parceria com a Caixa Econômica Federal para distribuir seus cartões junto aos clientes da instituição.
Guerra entre Visa e Mastercard deve acentuar
No total a Mastercard pretende equipar cerca de 86% dos seus 24 milhões de clientes com os cartões de débito da Mastercard, chamado Maestro. Com isto a adminsitradora pretende triplicar sua base de cartões no Brasil nos próximos 12 meses, aproximando-se da sua maior rival no país, a Visa, que já conta com 48 milhões de cartões, frente aos atuais sete milhões da Mastercard.
Como a Mastercard pretende estender a parceria com a Caixa para outras instituições, a expectativa é que a guerra entre as duas administradoras aumente significativamente em 2002, o que, em última instância pode beneficiar os consumidores. De acordo com o presidente da Mastercard na América Latina, Jean Rozwadowski, a empresa aposta no crescimento da sua participação junto à camada de baixa renda, segmento ainda discriminado pelas principais instituições financeiras no país. A Mastercard pretende convencer outros bancos neste sentido, pois acredita que a falta de acesso a outras formas de pagamento é o maior atrativo dos cartões junto às camadas mais baixas.
Cartão salário e informais são alvos da Mastercard
Uma das medidas para aumentar ainda mais a penetração dos cartões junto às classes de renda mais baixa é a introdução de cartões atrelados à folha salarial, assim como o aumento da penetração junto aos trabalhadores informais. No caso dos cartões atrelados aos salários a empresa consegue garantir o pagamento das faturas uma vez que os gastos com cartão são debitados diretamente da folha. Em caso de demissão, parte da dívida também será quitada diretamente no contra-cheque.
Já a concessão de cartões para os trabalhadores informais, que não contam com contra-cheque para comprovar renda, só é possível através da parceria com instituições que possuam um mecanismo de análise de risco de crédito avançado, que cruza informações sobre o consumidor de forma a analisar se trata-se de um bom ou mau pagador. Exatamente por isto a Mastercard aposta na parceria com instituições que tenham bastante experiência na área de crédito ao consumidor, como é o caso, por exemplo, da Fininvest, financeira ligada ao grupo Unibanco, com que está em negociações para uma possível parceria.
Cartões ganham espaço frente aos cheques
De maneira geral a Mastercard aposta na substituição dos cheques por outras formas de pagamento eletrônico, o que deve aumentar a participação dos cartões como meio de pagamento no país.
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Apesar do pagamento em dinheiro ainda ser a forma preferida da grande maioria das pessoas, respondendo por cerca de 75% dos pagamentos, os cartões têm aumentado sua participação no mercado, em especial substituindo os cheques na preferência do consumidor. Esta tendência se acentuou nos últimos anos com a entrada em vigor do parcelamento sem juros no cartão, o que acabou ganhando espaço em relação aos cheques pré-datados.
Apesar dos dados oficiais serem relativamente antigos, pode-se verificar, em estudo da Credicard um aumento na participação dos cartões frente aos cheques. Enquanto os cartões de crédito aumentaram sua participação no mercado de 2,8% para 3,6% entre 1997 e 1999, os cheques a vista reduziram sua participação de 5,9% para 4,5% e os pré-datados de 4,6% para 3,3% do volume de transações. Também os cartões de débito aumentaram sua participação no mercado de 0,9% para 1,2%, enquanto os cartões de loja cresceram de 1,2% para 1,7%.