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SÃO PAULO – Apesar das famílias mais ricas gastarem mais com medicamentos no Brasil, na hora de relacionar estes gastos com a renda familiar é no bolso das famílias mais pobres que o gasto com medicamentos pesa mais. A conclusão é de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), divulgado nesta quinta-feira (16).
De acordo com o levantamento, ao considerar a renda total (soma da renda monetária e não monetária – composta pela imputação do valor do aluguel nas famílias que possuem moradia), as famílias mais pobres, classificadas no primeiro décimo de renda, comprometem por mês 4,3% de sua renda total per capita com medicamentos. Este percentual sobe para 12%, quando analisada somente a renda monetária percebida pelas famílias mais pobres.
Por outro lado, entre as famílias mais ricas, localizadas no último décimo de renda, o comprometimento da renda com medicamentos nas duas situações é de 1,4% e 1,7%, respectivamente.
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Gastos
Ainda sobre o assunto, considerando os gastos absolutos das famílias mais humildes e mais ricas com remédios, o estudo do Ipea aponta que as despesas destas últimas com o item é cerca de nove vezes maior do que o verificado entre os mais pobres.
Por mês, as famílias mais ricas gastam em torno de R$ 59,62 com medicamentos para cada indivíduo. Já os gastos das mais pobres ficam, em média, em R$ 6,55 mensais.