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SÃO PAULO – Os constantes encarecimentos do leite mostraram seu efeito “formalmente” na inflação oficial do País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado nesta sexta-feira (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O aumento no valor do produto e de seus derivados foi de 7,35% em junho, fazendo com que o grupo Alimentação e Bebidas (alta de 1,09% e contribuição de 0,23 pp) fosse responsável por mais de 80% do índice. O IPCA ficou, no mês, em 0,28%.
Conforme técnicos do IBGE por meio de nota, leite em pó, queijos, leite condensado e creme de leite apresentam altas de 3,45%; 2,77%; 2,74% e 1,61%, respectivamente, em seus valores. Além dos laticínios, ovos (4,93%) e feijão carioca (15,73%) também estão mais caros.
Maiores altas
Por regiões, consumidores que mais sentiram o aumento no preço do leite e de seus derivados foram os moradores de Porto Alegre, com encarecimento de 12,92%. Na sequência vieram os de São Paulo, com 8,85%. Veja, na tabela abaixo, a lista completa:
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| Por capitais de janeiro e junho |
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| Capital | Encarecimento |
| Porto Alegre | 12,92% |
| São Paulo | 8,85% |
| Rio de Janeiro | 8% |
| Curitiba | 7,81% |
| Belo Horizonte | 7,68% |
| Distrito Federal | 4,61% |
| Fortaleza | 4,28% |
| Goiânia | 4,16% |
| Belém | 3,34% |
| Salvador | 2,21% |
| Recife | 1,53% |
Fonte: IPCA/IBGE
Motivos
De acordo com a Associação Brasileira do Leite Longa Vida (ABLV), o leite está pesando mais no bolso pressionado pelo período de entressafra: com menos chuva, cresce menos pasto, o gado se alimenta menos e, portanto, produz menos.
Além disso, a demanda pelo produto no mercado externo aumentou. Ano passado foram vendidos 528 milhões de litros. Neste ano, estima-se que esse total chegue a 800 milhões. O preço cobrado por tonelada dobrou: antes era de US$ 2,3 mil e agora está em US$ 5 mil, informou a ABLV.