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SÃO PAULO – Na hora de comprar um novo monitor para o computador, muitas pessoas se questionam sobre quais as vantagens de trocar o tradicional monitor CRT pelo moderno LCD e a economia na conta de luz acaba sendo um dos fatores mais citados, inclusive pelos vendedores.
Mas será que o valor economizado com energia elétrica compensa o preço cobrado pelo monitor? Em um curto prazo, a resposta é não. Isso porque, apesar de serem bem mais econômicos, demoraria anos para que o valor economizado em reais alcançasse a diferença de preço existente entre os modelos.
Kw/h X R$
Na tabela abaixo é possível perceber que, o gasto em kw/h dos monitores LCDs é praticamente metade do gasto dos monitores CRTs. Economia, claro, sentida no valor da conta de luz. No entanto, o valor economizado é imensamente menor que a diferença do valor de venda de ambos.
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A tabela abaixo traz o preço de cada monitor e um demonstrativo do consumo de kw/h, considerando que o aparelho fique ligado 5 horas por dias, 17 dias por mês, 204 dias por ano.
| Monitores LCD | Monitores CRT | |||
| LG 17″ – L1753T | AOC 17″ – 716W | LG 17″ – T730SH | AOC 17″ – FT700 | |
| Preço* | R$ 679 | R$ 679 | R$ 309 | R$ 349 |
| Consumo (kw) 17 dias/mês | 2,975 | 3,145 | 6,205 | 6,375 |
| Gasto (R$**) 17 dias/mês | R$ 0,732 | R$ 0,773 | R$ 1,526 | R$ 1,568 |
| Consumo (kw) 204 dias/ano | 35,700 | 37,740 | 74,460 | 76,500 |
| Gasto (R$) 204 dias/ano | R$ 8,784 | R$ 9,286 | R$ 18,321 | R$ 18,823 |
* Preço médio pesquisado em lojas virtuais
** Considerando o valor de R$ 0,24606 kw cobrado pela Eletropaulo em São Paulo
Considerando o valor acima é possível perceber que seriam precisos vários anos de uso do monitor de LCD da LG, para que o valor economizado, que é de cerca de R$ 10 por ano, alcançasse os R$ 370 que ele custa a mais do que o CRT LG. No entanto, será que apenas o gasto de energia deve ser considerado na hora de escolher um monitor?
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Vantagens e desvantagens
É preciso, antes de optar por um dos dois modelos, considerar diversos fatores, além do consumo de energia.
Em primeiro, é preciso considerar que o monitor de LCD cansa menos os olhos, já que a imagem dele é formada pelo bloqueio parcial da luz gerada por lâmpadas fluorescentes montadas atrás do vidro, ao invés de células de fósforos que são mostradas por 60 ou 75 vezes por segundo pelo canhão de elétrons no CRT.
Além disso, o LCD possui milhões de pixels, o que garante imagens mais nítidas e focadas do que o CRT. Também é preciso considerar que o LCD dura mais do que um CRT e que possui polegadas reais, ou seja, enquanto um monitor CRT 15″ tem área visível de 13,8 polegadas, um LCD tem área de 15 polegadas reais. Ainda é preciso levar em conta que os de LCD são mais novos, enquanto os CRTs estão deixando de ser fabricados, o que pode significar uma manutenção mais cara.
No entanto, é preciso considerar que o CRT tem cores mais reais e pessoas que trabalham com fotos, vídeos e imagens, geralmente preferem trabalhar com ele. Também é preciso considerar que os CRTs costumam ter uma resposta mais rápida, apresentando melhores resultados durante filmes e jogos de ação.
Enquanto no LCD a imagem só consegue ser vista perfeitamente de frente, no CRT é possível enxergar o que está no monitor de qualquer ângulo.
Economia de energia e Meio Ambiente
Antes de fazer a escolha também é preciso considerar que a economia de energia elétrica, por menor que seja, impacta no meio-ambiente.
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Para se ter idéia, a energia elétrica é produzida em termelétricas. Nas termelétricas movidas por carvão, acontecem dois tipos de agressão ambiental: diversos gases são lançados na atmosfera e água quente no meio ambiente. Os gases produzidos são vários, muitos deles com emissão amplamente combatida atualmente como o CO2, o gás carbônico, o CO (monóxido de carbono) e carbono puro, contribuindo para o aumento do efeito-estufa e piorando a qualidade do ar.
Já a água quente, usada para manter os equipamentos em segurança, é despejada no ambiente, alguns graus mais quente do que foi captada. A usina Angra II devolve a água do mar 60º C mais quente do que a temperatura ambiente.
Além da água, as usinas em seu funcionamento deixam sub-produtos complicados de se manejar, como os rejeitos radioativos como o plutônio.