Juros do cheque especial recuam pela quinta vez e atingem 8,89% a.m

A queda é de 0,14 ponto percentual na comparação com março; empréstimo pessoal também recuou (-0,17 p.p.)

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SÃO PAULO – Pesquisa divulgada nesta quinta-feira (21) pela Fundação Procon de São Paulo mostrou que, em maio, na comparação com abril, os juros médios do cheque especial passaram de 9,03% ao mês para 8,89% mensais – um recuo de 0,14 ponto percentual -, marcando a quinta queda consecutiva dos juros, após sucessivas altas.

O estudo verifica as cobranças dos dez maiores bancos do País. Quanto ao empréstimo pessoal, também houve queda, de 0,17 ponto percentual da taxa, ficando em 5,57% ao mês.

Por banco

A queda da taxa de juros do cheque especial deve-se, principalmente, à variação dos juros dos bancos Nossa Caixa e Bradesco. As tabelas abaixo mostram os valores cobrados nas instituições pesquisadas nos dois últimos meses, em ordem decrescente, tanto para o cheque especial como para o empréstimo pessoal.

Banco Cheque Especial (a.m.)
Abril Maio
Safra 12,30% 12,30%
Santander 9,57% 9,50%
Real 9,57% 9,50%
HSBC 9,35% 9,34%
Unibanco 8,79% 8,79%
Itaú 8,75% 8,67%
Bradesco 8,44% 8,36%
Banco do Brasil 7,85% 7,85%
Nossa Caixa 8,80% 7,82%
Caixa Econômica Federal 6,83% 6,79%
Média 9,03% 8,89%

Fonte: Procon-SP

Banco Empréstimo Pessoal (a.m.)
Abril Maio
Itaú 6,89% 6,81%
Unibanco 6,79% 6,79%
Santander 6,23% 6,15%
Real 6,23% 6,15%
Safra 6,90% 5,90%
Bradesco 5,81% 5,76%
HSBC 4,62% 4,61%
Nossa Caixa 4,90% 4,58%
Banco do Brasil 4,60% 4,58%
Caixa Econômica 4,39% 4,39%
Média 5,74% 5,57%

Fonte: Procon-SP

Perfil: vale esclarecer que as taxas, além de variarem de uma instituição para outra, podem variar de acordo com o perfil do cliente. É importante ficar atento ao perfil da amostra e ao perfil no qual se enquadra na instituição.

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Menores taxas

De acordo com o Procon-SP, a menor taxa média de empréstimo pessoal registrada desde 1995 (início da pesquisa) foi de 4,22% (em janeiro de 2001) e a de cheque especial foi de 7,99% (entre os meses de agosto e novembro de 2004), barreira que já foi rompida neste mês. Para os técnicos da entidade, essas taxas ainda são consideradas altas em comparação com as praticadas na maioria dos países e, portanto, ainda há muitos cortes a fazer até se chegar a valores razoáveis.